Terra Papagalli e o uso da ironia

14 02 2009

A ironia é um recurso muito usado por autores de textos literários. Em alguns casos, ela chega a definir um estilo. É o que acontece com Machado de Assis. Nos seus romances, o grande escritor brasileiro dirige um olhar claramente irônico para a sociedade do Segundo Reinado. Narradores descrentes da condição humana, como Brás Cubas, fazem da ironia uma verdadeira arma para denunciar a hipocrisia de seus semelhantes.” (ABAURRE, M. L.; ABAURRE, M. B. & PONTARA, M)

Como vocês certamente devem lembrar (tenho certeza de que todos estudaram o que é ironia na 8ª série), o discurso irônico tem em si um efeito de sentido em que aquilo que se diz ganha, no contexto, o significado oposto. Quando uma mãe, ao olhar um quarto bagunçado, com toalha molhada sobre a cama, meias sujas espalhadas sobre livros abertos no chão e restos de salgadinho misturados a isso tudo, declara “Que coisa linda!“, ela exerce um discurso irônico.

O que vocês acham do uso da ironia em Terra Papagalli? Vocês acham que, assim como nos livros de Machado de Assis (como no Memória Póstumas de Brás Cubas, só para citar um exemplo) a ironia é usada para denunciar hipocrisias sociais? Existe um estilo irônico na construção do livro ou são apenas passagens irônicas?

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48 respostas

4 03 2009
Isaac Tôrres de Carvalho Alves

Pessoalmente, acho que há sim hipocrisia social com o uso da ironia(não só por parte de Cosme Fernandes, mas também por os outros personagens) e para mim são só passagens irônicas, pois a carta de Cosme Fernandes tem como objetivo principal relatar o descobrimento do Brasil.
Apesar disto, outro recurso utilizado é a metáfora, que pode ser encontrada em várias partes. Ex: as passagens de Santo Ernulfo.

5 03 2009
marcela albuquerque

A ironia utilizada em terra papagalli, é só vista em algumas passagens, já que é escrita como uma carta, e tem o objetivo não de trazer humor e coisas do tipo, e sim, de descrever a terra dos papagaios, e os feitos de Cosme Fernandes. Quanto ao fato dele usar essas passagens irônicas como hipocrisia social, isso acontece sim, quando ele quer denunciar alguns pontos negativos, além de eu achar o personagem de Cosme engraçado, e nas próprias falas dele se observa a ironia, como num trecho em que ele está brigado com Lopo de Pina, e diz para ele voltar para Portugal nadando.

Marcela Albuquerque
1º C

5 03 2009
Professora Bianca

Marcela,

Que trecho é esse, dessa fala? Você pode reproduzir pra gente?

Beijinhos.

5 03 2009
marcela albuquerque

Esse trecho é encontrado na página 148, num diálogo entre lopo de pina e cosme, onde lopo diz: “Tens razão, mas foi melhor. Estou enfastiado deste lugar. O calor é do inferno, esta umidade lembra os pântanos pestíferos, os mosquitos são mais que as estrelas. Isto não é vida, meu Bacharel. Quer saber? Dava tudo o que tenho para regressar a Portugal.”, e Cosme reponde: “Por que não vais a nado?”.

5 03 2009
Professora Bianca

Valeu, Marcela! :)

8 03 2009
Ana Carolina Toscano

Nesse livro a ironia é utilizada apenas em algumas passagens, não só servem para deixar algumas partes mais engraçadas, como também para denunciar hipocrisias sociais. Existe um trecho no página 67 que fica bem claro o uso ha ironia como denuncia da hipocrisia social, “Primeiramente, devo dizer que este idioma não possui os sons de “F”, “L” e “R” forte, pelo que há quem diga que os tupiniquins não têm fé, nem lei, nem rei, o que é grande truanice, pois em Portugal temos o “F” e há mulheres que não são fiés, temos o “L” e há suditos que não são leais, e temos o “R” forte mas são poucos que agem pela razão.” Ou seja, várias pessoas criticavam os tupiniquins, mas faziam coisas, não iguais, mas da mesma essência.

Ana Carolina Toscano, 1º ano “C”

10 03 2009
catarinapinheiro

As vezes ele utiliza ironia nas características que falam do Brasil. Como no trecho: Acordamos com um fortíssimo sol na cara (…) Nós não achamos nada, mas eles tiveram a boa sorte de encontrar um caminho como de rato e, seguindo-o, acharam um ninho de um animal (…).
Ele na página 50 quer mostrar que nos não temos comidas ou que é difícil de achar e o sol é forte de mais.
ou
Na página 54 que:” Lopo de Pina levantou-se e apontando para o céu disse: “esses papagaios nos rendem homenagem porque somos os reis desse lugar” (…)
Disse Jácome Roiz:” nossos súditos são os mosquitos, as serpentes,os veados e as pulgas.””
Eles querem, ironicamente, mostrar que não tem nada lá e agora a terra passa a ser deles.

Catarina Pinheiro 1A

10 03 2009
Professora Bianca

Catarina,

No primeiro trecho que você apontou não há ironia, e você mesma identificou: o que se quer dizer é exatamente o que está na superfície do texto, não há contradição. Mas no segundo há ironia sim! :)

11 03 2009
malucamara

É notável o uso de ironia em alguns trechos do livro, pois o livro é escrito como uma carta que tem como objetivo principal narrar os fatos, e descrever a Terra Papagalli/Brasil e basicamente a vida de Cosme Fernandes desde que ele “se tornou” um degradado, que tem alguns trechos de humor, e poucos trechos de ironia! Temos como um exemplo na página 147, quando Cosme Fernandes manda um bilhete para Lopo de Pina, e depois na página 148 o Cosme diz :”A segunda visita foi a do próprio Lopo de Pina. Como só o havia convidado por caçoadae nem mesmo haveria celebração nenhuma..”

Maria Luiza Câmara 1º E

12 03 2009
catarinapinheiro

Professora então por favor considere só o segundo

Na página 54 que:” Lopo de Pina levantou-se e apontando para o céu disse: “esses papagaios nos rendem homenagem porque somos os reis desse lugar” (…)
Disse Jácome Roiz:” nossos súditos são os mosquitos, as serpentes,os veados e as pulgas.””
Eles querem, ironicamente, mostrar que não tem nada lá e agora a terra passa a ser deles.

Catarina Pinheiro 1A

12 03 2009
Professora Bianca

Catarina,

Já considerei desde que você postou, nega! :)

13 03 2009
Rebeca Mota

Acredito que ele utiliza sim a ironia em muitas partes do texto, e isso fica bem claro em alguns trechos citados acima, mas é são só passagens irônicas, principalmente pelo fato de o texto ser uma carta, que tem o objetivo principal de descrever, comentar os fatos, no caso ocorridos em terra papagali, na época do descobrimento do Brasil.

Rebeca Mota 1ª A

13 03 2009
Rebeca Mota

CORRIGINDO:

Acredito que ele utiliza sim a ironia em muitas partes do texto, e isso fica bem claro em alguns trechos citados acima, pra mim são só passagens irônicas e é principalmente pelo fato de o texto ser uma carta, que tem o objetivo principal de descrever, comentar os fatos, no caso ocorridos em terra papagali, na época do descobrimento do Brasil. Pelo meu ver, ele não utiliza hipocrisia social em muitos casos.
um exemplo que me chamou muita atenção pleo fato de ficar clara a ironia foi:
“Tens razão, mas foi melhor. Estou enfastiado deste lugar. O calor é do inferno, esta umidade lembra os pântanos pestíferos, os mosquitos são mais que as estrelas. Isto não é vida, meu Bacharel. Quer saber? Dava tudo o que tenho para regressar a Portugal.”

Rebeca Mota 1ª A

16 03 2009
Paula Côrte Real

Eu acredito que a ironia dentro de Terra Papagalli seja apenas de passagens, que essas trazem humor e leveza à leitura. Não aparecem com frequência, tornando a leitura agradável e ao mesmo tempo engraçada (sem exageros). Uma passagem em que essa ironia fica explícita é durante um diálogo entre Cosme Fernandes e Lopo de Pina na página 160, onde os “velhos amigos” se reencontram após Lopo regressar de Portugal. Durante todo o diálogo a ironia é fortemente demonstrada pela incrível “alegria” de Cosme ao saber que Lopo seria o novo governador de suas terras, tomando seu lugar.
O diálogo é exatamente este:
“(…)” Acabo de saber que vós seireis o novo capitão de Cananéia. Mal posso esperar que venhais para cá”, disse, olhando para o chão.
“Grande lástima! Será preciso esperar um pouco. Como sou o braço direito de Martim Afonso, terei de ir primeiro a São Vicente, onde quero gastar algum tempo a planejar a governação geral destes povoamentos.”
Ainda olhando para o chão, pus os braços para trás da cintura e respondi:
“Esperarei ansioso pelas vossas ordens, por quero vos servir com toa a dedicação que mereceis.”
“Mas que diabo de formalidade, meu Bacharel! Sempre me chamaste por tu, porque agora esse vós?”
“Porque sereis capitão de Cananéia e convém que eu vá me acostumando a chamar-vos de acordo com vossa dignidade”
Ele então fez uma carantonha, balançou a cabeça de um lado para o outro e disse:
“Vendo motivos assim tão bem postos, só posso aceitar com humildade esta tua deferência comigo”.(…)”

Paula Côrte Real, 1º ano D.

16 03 2009
Professora Bianca

Muito bom, Paula!

21 03 2009
ileanajustiniano

Para mim, em terra Papagalli, Cosme Fernandes usa, sim, de ironia ao escrever. Isso acontece não em todas, mas em algumas partes da carta, algumas horas só para ser engraçado o texto, mas outras horas para criticar algo ou alguém. Um caso que achei bem interessante de mostrar que há ironia é quando ele dedica sua carta a seus dentes, assim dá a entender que todas as pessoas que passaram por sua vida na história não são tão importantes. Como se fosse ele querendo dizer: “olha eu quero dedicar o minha carta para os meu dentes, pois só eles ficaram comigo o tempo todo, e para os falsos que me acompanharam no caminho, mas me enganaram, só vão ter mesmo um lugar na história por que é necessário para contá-la.”
Ileana 1° B

23 03 2009
danielbelian

Os autores usam de ironia sim em Terra Papagalli. No momento em que Lopo de Pina engana Bacharel, e o convence a aceitar suas desculpas, no momento em que ele trata de como as mulheres de seu falecido amigo gostavam dele, quando ele brinca com a orelha de Lopo, no fim do livro, enquanto a come, dizendo “se há alguma coisa que preste nesse Lopo de Pina, é sua orelha.”

1º A

23 03 2009
camiladeazevedomattos

Ele utiliza da ironia em apenas alguns trechos, como quando Cosme Fernandes precisa de armas e canhões para um guerra onde deve reunir mil escravos e chega para ele como ajuda só dois soldados. (págs 145/146)

23 03 2009
Professora Bianca

Muito bom, Camila!

Cadê tua turma no teu comentário?

24 03 2009
Lays Lucena

A ironia no livro vem em algumas partes, dando equilíbrio à leitura. Para mim a maior ironia do livro é o bestiário escrito pelo próprio Cosme Fernandes. No pequeno livreto, da página 115 até a 126, podemos notar como, de certa forma, ele descreve os ditos animais ironicamente, e consegue dar lições a partir deles. Podemos também ver que ele mente nas descrições (assim como podemos duvidar que ele faz isso em outras partes do livro), um exemplo disse é o que ele fala do “Dragão”, na página 117, podemos observar nesse trecho “É a maior de todas as serpentes, e, na verdade o maior de todos os seres vivos que caminham sobre a terra (…) Quando faz trinta e três anos vai viver no oceano e aí cesce ainda mais. Passa ele então dos dez mil metros e são seus movimentos que provocam as ondas(…)”. Talvez quem leu a carta na época tenha realmente acreditado em sua afirmação, mas quem lê o livro hoje sabe que isse bicho nunca chegou sequer a existir, o que acaba se tornando irônico.

Lays Lucena, 1ºC.

24 03 2009
carolinalins

Ao ler o livro, pude perceber o uso de ironia no texto de Terra Papagali, principalmene nas partes em que Cosme Fernandes, ao fincar suas raízes aqui no Brasil, descreve a fauna, a flora, e os costumes dos indígenas que antes habitavam o paiís, na época do Quinhentismo. Em Terra Papagali, livro de Machado de Assis, a ironia é utilizada apenas em algumas parte do texto, mas o tema principal é a chegada dos portugueses aqui no Brasil.

Ana Carolina Arruda Lins 1°C

24 03 2009
Ananda Sá

A ironia é muito utilizada no livro, não muito com a finalidade de criticar e sim de tornar o texto divertido e engraçado. Analisando o livro você percebe o quão irônico é, pois quais são as probabilidades de uma pessoa ir parar numa colônia do seu país por ter comido uma rosquinha a mais? (Esse foi o motivo de ter confessado seu ato para o Magister Videira). Quais são as possibilidades de começar do ZERO três vezes e conseguir prosperar? No livro isso consta como ironia do destino.

24 03 2009
fhav

Eu acho que ele usa sim a ironia,mas de uma forma sutíl, pois como Rebeca Mota falou “pelo fato de o texto ser uma carta, que tem o objetivo principal de descreve”.Um dos trechos que eu percebi isso foi quando ele percebe que Lopo de Pina está no bau e ele então começa a ironizar.

Fabiana Veloso 1° F

24 03 2009
Maria Augusta

Em “Terra Papagalli”, é notável o uso da ironia em algumas passagens do livro. Como o mesmo é narrado por Cosme Fernandes, ele mostra humor e ao mesmo tempo ironia nos fatos narrados. Um dos usos da ironia que eu achei interessante foi na Pág. 149, quando Lopo de Pina fala: “Por que ser como Esaú e Jacó se podemos ser como Davi e Jônatas?” E então Cosme responde: “Acho que parecemos mais com Abel e Caim.”

Maria Augusta Ferraz – 1º B

24 03 2009
danielsal

“Terra Papagalli” é um livro essencialmente irônico. Basta ver que suas orelhas trazem um texto ”psicografado” por Pedro Álvares Cabral. E a ironia já volta a aparecer nas primeiras páginas, quando o autor agradece aos seus dentes (página 5): “Aos dentes, fiéis companheiros, devo minha demora neste mundo, pois bem penso que a vida é tão-somente um susto entre o nascer e o morrer, e, às vezes, para alargar o caminho entre o berço e a cova, vale mais o afiado canino que a aguda filosofia.” Diversos outros trechos do livro estão recheados com essa ironia do autor, que, da mesma forma irônico, fecha o seu texto na página 189: “Décimo Mandamento – Para Bem Viver na Terra dos Papagaios. E o resumo de meu entendimento é que naquela terra de fomes tantas e lei tão pouca, quem não come é comido.” Nada mais irônico. E atual.

Daniel Lima
1º Ano C

25 03 2009
Professora Bianca

Ana Carolina,

Terra Papagalli não é um livro de Machado de Assis!!!
Você não citou nenhuma passagem do livro que comprove o que você disse a respeito da ironia!

25 03 2009
Professora Bianca

Maria Augusta,

MUITO BEM LEMBRADO!!!

25 03 2009
Matheus Ciarlini

A ULTIMA FRASE ANTES DE CHEGAR NO BESTIARIO & O ÚLTIMO PARAGRAFO DA INTRODUÇÃO DO BESTIARIO
” Contudo, se tiverdes um pingo de penetração e fordes amigo do saber, talvez aprecie esse pequeníssimo livro que escrevi nos dias que passei naquele país, [...]” & “Fique leitor com estes seres bizarros e únicos, com os quais temos muito o que aprender, sabendo que posso jurar e tresjurar que tudo o que aqui está é tão verdade quanto me chamar-me Cosme Fernandes e vós serdes quem sois.”
Porque mostra o quanto Cosme Fernandez era esperto, pois ao dizer que o que escreverá depois será insignificante no contexto da historia, ele leva a pessoa a ler pois diz tambem que o livro é pequeno e como sabe que todo homem tem um pouco de preguiça, o homem ja o lê achando que seria pequeno (o que nao é tanto) . Quando chega no ultimo paragrafo da introdução do bestiario, ela ja leva a pessoa a curiosidade, ja que a curiosidade existe dentro de qualquer um, pois diz que os seres que ela citará sao extraordinarios ou horrendos, até nunca vistos pelo homem da Europa, assim sendo um grande avança. E depois de um tempo a pessoa se ve no final do bestiario, pois as curiosidades e suas ironias são de tremenda interação que nos levar a continuar.
ESTE É O COMENTARIO QUE A SENHORA FALOU QUE DEVERIA ESTA NO TOPICO DE IRONIA

25 03 2009
pwbs

Quando li Terra Papagalli, pude observar que existem uma boa de ironia. Mas todas as ironias utilizadas, na minha opinião, conseguiram ficar bem adequadas ao texto, conseguindo até colocar um pouco de humor em alguns trechos. Na minha opinião o livro não tem um estilo irônico mas apenas passagens irônicas.

Pedro Paulo Wanderley 1F

25 03 2009
Professora Bianca

Matheus,

Obrigada por organizar!

25 03 2009
Camila Buonora 1° F

Apenas passagens ironicas, pois o autor não tem como objetvo criticar a cultura, mas sim, dar um ar de humor a crônica.

Camila Buonora. 1° F

25 03 2009
renato2303

Acredito que ele usa sim a ironia para denunciar as hipocrisias sociais. Não são apenas passagens irônicas que ele usa isso durante toda a carta, há partes na obra em que Cosme usa a ironia para “humorizar” e outras para criticar de forma engraçadissima. Abaixo coloquei um exemplo de ironia e explicações porque as considero criticas:

- “Chegando ao castelo, que não era dos maiores, com um pátio interior modesto e uma capela simples, magister Videira rezou missa e missa e o ajudei nas funções. Sua pregação versou sobre os sete pecados, dois dos quais, mal sabia eu, ainda cometeria naquele dia. O primeiro foi logo depois da missa, quando fomos almoçar com aquela família. A comida era variada e farta(…) Para meu espanto, magister Videira, que era magro como um franciscano,e, como ja disse tinha as gengivas calvas, tambem provou de muito e só parou de comer meia hora depois que já tínhamos terminado(…) não desejava apenas alimentar fé daquela família, mas também a de seu estomago”.
Explicação: Cosme quis demonstrar a hipocrisia que os cleros cometem ao cometer um pecado que eles mesmos são contrários.

Renato Machado Farias 1º Ano, D.

25 03 2009
brunaraphaela

A ironia presente no livro (que é enorme) é usada para fazer críticas ao que Cosme Fernandes vivenciou naquela época. Isso é o que torma o livro divertido para se ler, durante minha leitura ri muitas vezes com a ridicularização dos fatos.
Um desses foi logo quando os degredados chegam na Terra Papagalli e precisam curar Piquerobi para poder sobreviver, nesse contexto Cosme Fernandes escreve o seu segundo mandamento que em partes diz, “… quando aparecer alguma dificuldade mesmo que seja de simples resolução é preciso fazer alarme, espetáculo e pompa, pois nessa terra mais vale o colorido do vidro do que a virtude do remédio.”
Esse mandamento satiriza a inocência dos índios, logo não era para rirmos, mas Cosme Fernandes não fala por mal de modo que os autores do livro fazem piada desse fato.

Bruna Raphaela, 1° D.

25 03 2009
Professora Bianca

Pedro Paulo,

Você precisa desenvolver seu post, justificando sua opinião e analisando alguma passagem irônica.

25 03 2009
pwbs

Continuando… Um dos trechos que traz um pouco de ironia seria logo no começo do livro com o capítulo “Agradecimentos a meus dentes” que é: “Aos dentes, fiéis companheiros, devo minha demora neste mundo, pois bem penso que a vida é tão-somente um susto entre o nascer e o morrer…”. Como eu disse no comentário anterior, o livro é cheio dessas ironias.

Pedro Paulo Wanderley 1F

25 03 2009
duso

Em Terra Papagalli é notável o uso da ironia em diversas passagens (passagens estas que ja foram citadas por outros alunos), porém, além de o uso da ironia em partes do livro, ele é em si é ironico em relação ao descobrimento do Brasil narrado por Caminha.

Ana Eduarda Vasconecelos 1º c

25 03 2009
lucianabarreto

Em “Terra Papagalli” você claramente o uso da ironia em algumas passagens do livro. Sendo ele narrado por Cosme Fernandes, mostra-se o humor e ironia nos fatos narrados. Fora que a ironia não é só usada para deixar o livro mais engraçado, mas também destaca a hipocrisia social.

25 03 2009
josecarlosmello

Ele utiliza ironia para falar do Brasil em alguns casos, e acho que com sua ironia, sua carta fica mais interessante, despertando maior interesse do leitor…com certo “Humor”…

25 03 2009
Professora Bianca

Camila Buonora,

Você precisa desenvolver suas postagens. Da forma como está redigida é impossível considerá-la válida.

25 03 2009
thomassantana

A ironia no livro serve para dar humor a leitura e em algumas passagem serve também para fazer uma crítica às hipocrisias da sociedade brasileira (como pode ser visto em vários de seus “mandamentos”). O livro critica tambem a igreja e a forma que os portugueses impuseram sua cultura à cultura indígena, vide o trecho em que entregam uma hóstia ao índio e explicam-lhe que aquela é a carne de Jesus Cristo e então o índio responde sensatamente que não entendia como podiam censurá-lo por comer seus inimigos se nós comíamos o filho do nosso deus.

Thomas Santana-1º D

25 03 2009
caiomonterazo

Acredito que a ironia deles seja uma coisa relacionada a sua cultura, pois se você fosse para um lugar onde todos andam aparentemente nus, ”mostrando suas vergonhas”, isso iria espantar a pessoa de certa forma, então eles comentam estes aspectos dos índios como nesta frase: “[...] pintandas com aquelas tinturas, e nuas como Eva.” isso mostra o espanto deles em relação a cultura dos índios.

25 03 2009
Professora Bianca

Renato,

No trecho que você citou não há a presença da figura de linguagem ironia, pois a superfície do texto não entra em contradição com as ideias que se deseja nele transmitir.

Podemos falar em crítica, mas não em uma crítica irônica nesta passagem.

25 03 2009
Professora Bianca

Bruna Raphaela,

Se você levar em consideração o que diz o mandamento no contexto da cultura indígena não temos ironia, pois o que se afirma na superfície do texto está de acordo com as ideias que se quer transmitir nele. Entretanto, se você considerar que o mandamento não traduz uma realidade do Brasil do século XVI, mas uma realidade atual, aí temos ironia: o texto, na superfície, fala da sociedade indígena, mas nas entrelinhas critica a sociedade contemporânea.

25 03 2009
Professora Bianca

Pedro Paulo,

Esta citação já foi usada neste tópico. Busque outra.

25 03 2009
Bruna Queiroz

A ironia, recurso utilizado em Terra Papagalli, pode ser percebida apenas em algumas passagens, nas quais o autor, na maioria das vezes, tem como objetivo fazer crítica a certo costume ou atitude. Além disso, este recurso também é usado no livro para envolver o leitor e deixar o texto mais leve, induzindo-o a continuar a leitura, o que, pra mim, é fundamental em um texto, independente do gênero ao qual ele pertence. Podemos perceber ironia na própria capa do livro, onde ele afirma o seguinte: “Narração para preguiçosos leitores da luxuriosa, irada, soberba, invejável, cobiçada e gulosa história do primeiro rei do Brasil”

26 03 2009
Professora Bianca

Luciana,

Como a ironia destaca a hipocrisia social? Você precisa deixar suas respostas o mais claras e completas possível.

26 03 2009
Professora Bianca

José Carlos,

Sua postagem ficou vaga!

26 03 2009
Professora Bianca

Caio,

Não há a presença da ironia nos elementos indicados por você.

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