O problema do narrador

15 02 2009

Se consultarmos o verbete narrador na versão em português da Wikipedia, vamos encontrar o seguinte:

O narrador é a entidade que conta uma história. É uma das três entidades em uma história, sendo as outras o autor e o leitor/espectador. O leitor e o autor habitam o mundo real. É função do autor criar um mundo alternativo, com personagens e cenários e eventos que formem a história. É função do leitor entender e interpretar a história. Já o narrador existe no mundo da história (e apenas nele) e aparece de uma forma que o leitor possa compreendê-lo.

(…)

Uma boa história deve ter um narrador bem definido e consciente. Para este fim há diversas regras que governam o narrador. Esta entidade, com atribuições e limitação, não pode comunicar nada que não conheça, ou seja, só pode contar a história a partir do que vê. A isso se chama foco narrativo.

Eu não sou daquelas pessoas que acham a Wikipedia horrorosa e a rejeitam. Pelo contrário, eu sempre consulto o que se diz lá. Mas não consulto só o que está lá e tento manter o meu senso crítico bem apurado, porque o status público dessa ferramenta é também perigoso: muitas informações podem estar incompletas, ser questionáveis ou estar erradas mesmo.
No caso dessa definição de narrador, eu gostaria que vocês observassem um elemento particularmente importante: “Esta entidade, com atribuições e limitação, não pode comunicar nada que não conheça, ou seja, só pode contar a história a partir do que vê. A isso se chama foco narrativo.

Quem escreveu este verbete para a Wikipedia acabou de nos dar uma receitinha de bolo sobre como construir um narrador: o narrador só pode falar daquilo que ele tem consciência – os fatos que aconteceram com ele, o que ele pensou e as motivações dos seus próprios atos. O autor desse verbete esqueceu-se, apenas, de que quem diz o que pode e o que não pode é o autor da obra.

É claro que se um autor quiser que seu narrador saiba de tudo (todos os fatos, pensamentos e motivações de todos os personagens), ele tem essa opção: o narrador onisciente (ou omnisciente). Omni vem do latim e significa tudo — ou seja ele é aquele que está ciente de tudo. Esse narrador é geralmente, também, um narrador-observador, que manifesta sua voz usando a terceira pessoa. Geralmente: é possível que em algumas histórias tenhamos um narrador que se recorde dos fatos de sua vida e conte tudo o que sabe. Como o autor do verbete disse. Só que aí temos um pequenino problema: quem garante que esse narrador em primeira pessoa, esse narrador-personagem, que se declara onisciente, realmente sabe de tudo? Até que ponto ele não acha que sabe de tudo? Ou pior: ele finge que sabe de tudo?

Mais problemático ainda é se atribui com esse “não pode comunicar nada que não conheça” o status de verdade a tudo o que o narrador diz. Mas e se o autor constrói um narrador que é personagem e que relata sua vida com onisciência, mas esse narrador que também é personagem é um grande malandro, que em muitas situações mente para se safar? O narrador continua existindo para que o leitor possa compreender o que aconteceu ou seu papel é outro?

Agora vamos para Terra Papagalli: vocês acham que a narração de Cosme Fernandes é uma narração confiável? Que elementos fazem vocês confiarem ou desconfiarem desse narrador? O que pode ser que não seja exatamente verdadeiro, daquilo que ele nos conta? Se ele deseja mentir (ou omitir) a realidade, o que é que ele distorce e por quê?

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77 responses

16 02 2009
digo15

Gostei muito do texto que apresenta comentários sobre a wikipédia, para alertar os leitores e estudantes que nem todo o tipo de material de lá é confiável.
Também me interessei pelo parágrafo que fala sobre os narradores e acho que poderiam ter explicado sobre os dois tipos de narradores existentes:
-1.Narrador: Age em 1ª pessoa, participa da ação, se inclui na narrativa.
-2.Narrador: Age em 3ª pessoa, não participa da ação e da narrativa, sendo assim um narrador observador.

Quanto ao livro Terra Papagali, creio que o narrador seja personagem. Pois estou lendo o livro e vejo que o foco narrativo permanece em 1ª pessoa.

Aluno: Rodrigo Lustosa, 1 Ano, EM “F”

17 02 2009
Professora Bianca

Rodrigo,

Você está correto quanto à classificação do narrador. Entretanto, seu comentário não responde ao que foi levantado no post. A questão é: podemos confiar no que esse narrador diz? Ele é sincero em seu relato ou ele distorce fatos de acordo com a conveniência?

18 02 2009
xorou

Gostei bastante sobre o texto que mostra comentários sobre a Wikipédia, para que as estudantes e até mesmo pesquisadores se alertem, pois não é todo material colocado lá que vai ta estar correto. Portanto nem sempre haverá alguns erros. Mais é bom ficar atento.
Portanto o livro Terra Papagalli Acabei de começar a ler o livro, porque em nenhuma livraria tinha, só agora que encontrei. MaisMas pelo que eu vi, acho que ele acrescenta algumas coisas amais. Mais acho que prapara saber se o autor daestá distorcendo um pouco da história é precisso pesquisar mais sobre aquele tempo.
Aluna: Maria Isabella, 1º Ano “F”

19 02 2009
Professora Bianca

Isabela,
Não poderei publicar seu comentário como está redigido por estar com muitas falhas de digitação. Por favor, revise o texto para que eu possa publicar, ok?

20 02 2009
bibiquaranta

Particulamente, acho que o narrador dirtorce um pouco os fatos a seu favor. O fato dele estar interessado em contar a sua esperiência em uma terra nova para o Conde de Ourique, pode levá-lo a exagerar em alguns detalhes. Como quando cita os motivos de cada um dos seus companheiros estarem lá, ou mesmo quando fala de suas incríveis proezas na nova terra.

Concordo com Cosme Fernandes quando afirma que era grande bobagem outros terem afirmado que por não terem os sons de “F”, “L” e “R” forte, os tupiniquins não devem ter fé, nem lei nem rei, sendo obrigação dos portugueses dominá-los. Pelo contrário, Cosme Fernandes explica que: “pois em Portugal temos o “F” e há mulheres não são fiéis, temos o “L” e há suditos que não são leais, e temos o “R” forte mas poucos são os que agem pela razão.”

Concluo que: Há momentos em que a narração é confiável, e em outros não, cabe ao leitor identificar no que ele vai acreditar.

Aluna: Isabella Quaranta, 1º ano A, EM;

22 02 2009
Augusto Paniquar de Souto

Eu diria que Cosmes Fernandes distorce um pouco os fatos. Ele que está contando a história, e como ele que escreve, ele decide o que contar. Quando os portugueses chegam ao Brasil começam as escravizar os índios, não se sabe ao certo se realmente no começo os portugueses foram amigos dos índios ou não. Os portugueses contam que os escravizaram porque eram muito preguiçosos. Mas fazer o que? Se são os portugueses que escrevem o fato, o que disseram está dito, mas não se sabe se é real. Como disse o post acima: Há momentos em que a narração é confiavel, cabe ao leitor identificar no que ele vai acreditar. O leitor que resolve se o que está lendo é verdade ou não. O autor pode estar inventando fatos, mas tambem pode estar falando a verdade.
O escritor detalha os fatos e o leitor os analisa se são realmente reais, ou são apenas falsidades.

Aluno: Augusto Paniquar de Souto 1°D , EM

24 02 2009
abelardoneto

A narração não é confiável, certos pontos até acredito que seja verdade,mas outros não, se uma narração tem pontos verdadeiro e pontos falsos então ela não é confiável. Principalmente nas parte que Cosme narra as pessoas que viviam na “terra dos papagaios” ele conta o que ele via e o que ele pensava/achava(no ponto de vista dele, da cultura que ele vivia), não a verdade. Como Isabela falou cabe ao leitor ter o senso crítico e selecionar o que é o que para si.

Abelardo Neto – 1º série “D”

24 02 2009
Professora Bianca

Abelardo,

Que pontos são verdadeiros e que pontos são falsos? Desenvolva mais sua resposta! Está muito parecida com a de Isabela.

24 02 2009
abelardoneto

Eu acredito que os pontos verdadeiros são aqueles que descrevem a viagem em sí, o que aconteceu e os fatos que levaram o narrador à parar na “terra do papagaios”. Os pontos falsos, são principalmente na hora de descrever o povo que habitava aquelas terras até então desconhecidas e quando ele narra algumas ações que ele fez, como por exemplo na hora da primeira batalha, ele diz que ele planejou tudo e Piquerobi disse ser o inventor da idéia, séra mesmo que foi assim, ou foi ao contrário?

Abelardo Neto – 1º ano “D”

25 02 2009
marinapedrosa

Eu acho que Cosme Fernandes ele está sendo verdadeiro na medida do possível. Digo na medida do possível, pois como se trata de um narrador personagem ele só vai narrar aquilo que ele vê, que ele sabe. O que pode acontecer é ele expressar a sua própria idéia, o seu ponto de vista, podendo este ser o que realmente acontece ou não.
No livro várias vezes Cosme Fernandes diz que esta narrando a verdade, como em sua dedicatória, ele diz que ao invés de muitos escritores que seguram os seus leitores por meio da mentira, a verdade, no caso, é muito mais poderosa.
Mas como disse, pode ser que o que seja a verdade para ele, vista de fora não seja o que realmente aconteceu. Nos mandamentos que ele diz que para fazer amizade com um gentio basta dar-lhe algo ou para que eles acreditem em alguma coisa é só fazer alarde. Eu achei preconceituoso. Para mim oi índios não trocavam as coisas porque aquilo valia algo, ou acreditava em algo só porque é espalhafatoso, mas sim pela sua cultura.

Marina Pedrosa 1º ano ‘A’

25 02 2009
alexandreloureirofilho

Não podemos ter tanta certeza se a narração de Cosme Fernandes é verdadeira, porque ele, querendo ou não, é um narrador personagem e relata o que ele viu. Dependendo do ponto de vista do leitor, pode ser verdade ou não. Alguns fatos apresentados por Cosme batem de frente com a realidade histórica. Quando ele diz que para ser amigo dos indios é só dar alguma coisa, na visão de cosme os índios ficavam amigos pois recebiam presentes de valor. Mas os índios nem sabiam se valia algo ou não, eles ficavam amigos pois queriam conhecer a cultura da queles que chegaram. Concluíndo, todo ponto de vista é a vista de um ponto, cabe ao leitor decidir.

Alexandre Loureiro 1B

26 02 2009
Professora Bianca

Até agora vocês estabeleceram que o a perspectiva ideológica (o fato de Cosme Fernandes ser europeu, católico apostólico romano – ou nem tanto, já que tem origem judaizante) é um fato que põe a veracidade da narrativa em cheque. Mas será que esse é o único motivo para pensarmos que Cosme Fernandes pode não ser tão sincero? Há outros indícios de mentiras ou de um “maquiamento” da realidade?

26 02 2009
abelardoneto

Ele queria realmente impressionar o Conde de Ourique. Para mostrar todas as aventuras que ele teve ao longo de sua vida e deixar o seu destinatário excitado com sua história de vida, ele acrescentou alguns pontos falsos e/ou “deu mais emoção” ao fato. E ao longo do texto ele mostra-se querendo prender a atenção do leitor, assim fez de tudo para suas cartas não ficassem “chatas”.

26 02 2009
Isaac Tôrres de Carvalho Alves

Na minha opinião, temos que revisar tudo que um narrador diz, pois, como a professora Eliene falou, o narrador pode estar limitado ou não do conhecimento ao texto. No caso de Cosme Fernandes, temos que levar em conta que ele relata tudo o que viu, mas dependendo dele, ele pode estar falando da maneira que quiser. Ex: se Cosme Fernandes quiser fazer do seu texto mais interessante e cativante, ele pode fazer o uso da sua imaginação. Porém não há duvidas de que o Cosme Fernandes fez o uso da verdade, pois o mesmo estava relatando o descobrimento do Brasil, e, de acordo com outras fontes, aconteçeu mais ou menos assim.

Isaac Tôrres 1º ano “E”

2 03 2009
Tiago Moraes

Acho que nao podemos confiar completamente no narrador, pois, como alguns comentarios acima ja falaram, ele fala a historia do seu ponto de vista, o que nem sempre é o verdadeiro, a historia sempre é um pouco distorcida a seu favor. Outro exemplo disto é no livro Dom Casmurro de Machado De Assis, onde o narradar é Bentinho, que, como estava cego de amor por Capitu, tudo que ela fizesse ele demonstrava ciume, por isso não se pode dizer que realmente houve adultério.

2 03 2009
Professora Bianca

Bentinho é mesmo um personagem machadiano que nos mostra que um narrador em primeira pessoa é um ser de quem se deve desconfiar, porque o que ele conta é uma versão da estória. E entre uma versão e A estória, existem muitas outras versões da verdade.

Muito bom você lembrar o personagem, Tiago!

3 03 2009
priscilajales

Não se pode acreditar concretamente no narrados-personagem,sendo o foco narrativo em primeira pessoa, a percepção dos fatos é parcial, ou seja, o narrador demonstra toda a narrativa à sua visão dos acontecimentos, o que põe em dúvida a relação entre o que de fato ocorreu e o que o narrador supõe ter acontecido, pois quando você conta uma história, ela é contada do seu ponto de vista e não do outro.Como exemplo temos os livros sobre a guerra de Canudos,que ocorreu no sertão nordestino e abalou o governo brasileiro da época, como o governo saiu vitorioso, só encontram-se livros com o ponto de vista dos vencedores, que obviamente melhoram suas condições, já os perdedores ficam sem a chance de se explicar , de dar uma resposta.Além dessa guerra tem a 2ª Grande Guerra Mundial, no qual a maioria dos filmes e livros são feitas pelos vencedores,que aumentam os fatos ruins para o lado da Alemanha, já quando o filme é feito pelos Alemães poucos acreditam , pois pensam que o país so tenta diminuir o impacto de ter perdido a guerra, mostrando como foram fortes e lutaram até o final.

Priscila Jales 1º Ano “D” EM

3 03 2009
terezacalabria

Particulamente, acho que o Cosme distorce um pouco os fatos a seu favor já que ele mesmo é o narrador. Ele tende a exagerar os fatos para mostrar que as suas aventuras foram super diferentes e inacreditáveis, como por exemplo ele faz ao falar sobre as pessoas que habitam a terra papagali, por outro lado deve-se confiar quando ele fala das coisas que acontecem durante a vigem.
Como já falaram acima: Há momentos em que a narração é confiável, e em outros não, cabe ao leitor identificar no que ele vai acreditar.

Tereza Calabria 1ºC

3 03 2009
Professora Bianca

Priscila,

Que lindo!!! Fico tão orgulhosa de vocês quando são críticos assim!! :)

4 03 2009
therezagibson

Eu não acredito que a narração de Cosme Fernandes seja confiável pois como todo narrador-personagem ele mostra seu ponto de vista do fato, conta a sua historia a sua maneira e podemos observar também que Cosme Fernandes procura impressiona o seu interlocutor o Conde de Ourique, orgulhando-se dos seus feitos, o que poderia levá-lo a exagerar ou distorcer alguns fatos para o seu destinatário. Mas como já foi dito: Há momentos em que a narração é confiável, e em outros não, cabe ao leitor identificar no que ele vai acreditar, levando em conta esses aspectos.

Thereza Gibson 1º Ano “B” EM

5 03 2009
marcela albuquerque

Sendo Cosme um narrador personagem, não onisciente, realmente, nem tudo que ele diz tem que ser a verdade, pois ele narra com seus próprios olhos. Mas certas partes do livro, são questionáveis quanto a sua realidade, como a parte dos animais, em que ele descreve certas coisas que são muito difíceis de acreditar. Então, temos que separar bem, o que é a visão dele, e o que ele realmente está distorcendo, para provavelmente encantar o filho. Mas eu achei o livro muito bom em relação a forma como ele conta essa estória, e a fidelidade aos fatos históricos.

Marcela Albuquerque
1º C

8 03 2009
malucamara

Cosme Fernandes não é um narrador onisciente, é um narrador personagem! Bem, não podemos confiar em tudo que ele diz, porque afinal de contas ele é um português e no inicio tudo é estranho, mas depois ele começa a a se habituar aos costumes dos indios (menos o fato dos indios comerem seus inimigos), enfim, o olhar dele é o olhar estrangeiro, e não se pode confiar totalmente, porque ele pode estar exagerando os fatos para que as aventuras que ele passou na Terra Papagalli sejam inacreditáveis para o leitor! Sem contar, que é a visão e opnião dele sobre tudo que ocorre lá. Mas eu achei, que o geral da narração é confiavél, com alguns exageros é claro! Temos como exemplo quando ele, Cosme Fernandes, faz questão que o leitor saiba que Piquerobi meio que “rouba” as idéias dele, dizendo que foi ele quem teve a idéia, é como Cosme estivesse querendo se amostrar para o leitor, o tal conde!

Maria Luiza Câmara
1º E

8 03 2009
Professora Bianca

Malu,

A onisciência geralmente é exercida por um narrador que é observador. Mas o fato de ele ser personagem não impede que o escritor dê a esse narrador o status de onisciente (ou de pretensamente onisciente).

Beijinhos

8 03 2009
carolinambat

As narrações com o narrador onisciente não são confiáveis,e com Terra Papagalli não será diferente.Um dos principais fatos que não são muito confiáveis é no começo do livro,quando Cosme Fernandes está com Lianor no quarto,mas ninguém pode confirmar isso.Pode-se até dizer que ele inventou,pois não há nenhum fato que comprove que ele estava com ela naquela hora,e até porque,depois que eles se encontram,Lianor não o reconhece.
Outro fato é do dicionário dos animais.No livro ele mostra que há dragões e animais desse estilo,mas que só ele conhece.
Por isso que em livros que tem essas narrações,o leitor deve ter sua própria opinião,pois muitas vezes o livro tende a nos confundir.

Carolina Martins Barros de Albuquerque Tenório 1º B

8 03 2009
Professora Bianca

Carol,

Um cuidado, flor. Não é todo narrador onisciente que não é confiável. Em A menina que roubava livros, por exemplo, o narrador é plenamente confiável, porque, afinal de contas, é a morte :P. Em Memórias Póstumas de Brás Cubas ele também é, porque, como o próprio Brás afirma, por estar morto ele não está preso a nenhuma das convenções sociais (e por isso ele pode fazer tanta galhofa de sua própria vida e do leitor). O problema é do narrador que é personagem, esse narrador em primeira pessoa que se diz onisciente. Principalmente quando ele repete tantas vezes que o que ele diz é a verdade, nada mais que a verdade e apenas a verdade.

10 03 2009
malucamara

ah ok então, mas de qualquer jeito ele não é onisciente, mas dá para confiar em praticamente tudo que ele está dizendo.. por exemplo, os fatos históricos, e a maioria das características indigenas!

10 03 2009
Professora Bianca

Malu,

Porque você acha que não é onisciente? Ele se comporta, escrevendo para o Conde de Ouriques, como se soubesse tudo o que estava por trás das motivações das pessoas, não é? :)

Use letras maiúsculas no início das frases! :)

10 03 2009
AMANDA IUMATTI

Eu não acho que o narrador seja confiável, pois a narração é feita na primeira pessoa, nisso só a há um ponto de vista, o de Cosme Fernandes. Como por exemplos exemplo, no o fato de que Leonor amar Cosme Fernandes: ninguém pode dizer se ela o ama mesmo ou se ele criou uma ilusão; na parte que ele descreve os animais que vivem na Terra Papagalli, Ele ele pode usar de mentiras pra da um excito (?) a à historia ou para omitir o verdadeiro fato, Como no fato de não existir certos animais por ele citados que ele “jurar de pés juntos” serem verdade, que não é. Tornando o que tornaria assim o narrador pouco confiável.

10 03 2009
Professora Bianca

Amanda Iumatti,

O seu comentário para este tópico precisa ser reescrito. Está com muitos errinhos de digitação. Quando você reescrever eu libero, tá?

Beijinhos!

11 03 2009
malucamara

Bem, ele se comporta como se soubesse de tudo, talvez para “se amostrar” para o Conde! Não acha?

Maria Luiza Câmara 1º E

11 03 2009
Professora Bianca

Maria Luisa,

E por que ele deseja “se amostrar” para o Conde? O que ele ganha com isso?

11 03 2009
arturdubeux

No meu ponto de vista, um narrador confiável é muito dificel de ser achado, pois toda e qualquer narração foi escrita por um autor e, geralmente, o autor vai distorcer a história levando em consideração suas crenças, ou também pode fazer com que seu narrador inclua, propositalmente, seus pensamentos pelo texto. Acredito que o mesmo ocorre em Terra Papagalli. O narrador/personagem, criado por José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, é um narrador onisciente, e portanto, diz está sabendo de tudo o que acontece e acaba inventando coisas, misturando a realidade com suas ideias.
O narrador da história sente essa necessidade de inventar coisas e fingir que está sabendo de tudo para se destacar pro Conde.

12 03 2009
Malu Câmara

Bem, no final do livro tem “Do teu servo e pai, Cosme Fernandes, dito Bacharel”, então, chegamos a conclusão que o tal conde seria o próprio filho de Cosme, e como ele não conheceu o filho ele tinha que passar uma imagem da qual o filho dele se orgulhasse dele, porque isso que ele fica “se amostrando”, pelo menos é a minha opnião.

12 03 2009
Professora Bianca

Maria Luísa,

Traga outros argumentos para o seu ponto de vista!

13 03 2009
Paula Fernanda

Por ser um narrador-personagem, creio que não seja confiável, afinal de contas, como já foi exposto, ele conta a sua versão dos fatos, podendo omitir a qualquer momento para mostrar uma imagem diferente da real para o filho (o Conde) ou até mesmo pra se sentir bem. Por mais verdade que possa parecer, temos sempre que está lembrando que é o lado dele da história, o seu ponto de vista.

Paula Fernanda do 1º B

14 03 2009
Malu Câmara

Veja bem, Cosme Fernandes sempre colocava algo emocionante em suas jornadas, temos um exemplo na página 92, quando ele narra o primeiro ataque aos tupinambás : “Voltando agora àquele dia, ao chegarem perto da cerca camuflada os nosssos pularam mui galhardamente os seis palmos de largo da armadilha.” e também Cosme costuma citar bastante coisas que ele leu como “Alphabetum Bellicum” e entre outros, e sempre usando estes como referências, para por exemplos suas estratégias nos ataques! Então como eu disse ainda no comentário anterior, ele escreve o livro para o filho dele, então ele tinha que mostrar a história dele, como se ele fosse um grande homem, um verdadeiro Bacharel, e exatamente porque o filho dele não o conheceu, ele tinha que passar uma imagem boa para o próprio filho.

Maria Luiza Câmara 1º E

14 03 2009
Mayana Maranhão

Na narrativa, a desconfiança em relação ao seu narrador é precisa em cada instante do texto, já que no mesmo, não se pode ver a opinião de outros personagens, sendo assim, temos apenas a visão de Cosme Fernandes, o que dificulta a crença em suas palavras,    justamente por ele ser um narrador-personagem.

Mayana Maranhão Domingues – 1º B

15 03 2009
Pedro Rocha

Acho que no livro lido,”Terra Papagalli”,há uma crítica muito grande pela história contada pelos portugueses,mas devemos levar em conta que a história de Cosme Fernandes,pois ele não tinha um meio de comunicação para dialogar com os indios,assim não podia haver o diálogo.Penso também que ele por outro modo trapaceou com os indios,ao se aproveitarem de tal fato,para a troca de materias sem valor,por materiais que para os portugueses eram de grande valor.Acho também que sem indentificar o narrador acho que era personagem,percebemos que havia também um pouco por parte da minha opinião ,um pouco de dificuldade na comprienção.

16 03 2009
ileanajustiniano

Nenhuma história contada por um narrador na 1ª pessoa é confiável, pq ele sempre vai expressar sua opinião ao fato, mostrar seu ponto de vista, amenizar acontecimentos causados por ações feitas por ele, que podem ser consideras ultrajantes, horríveis ou, ao contrário, aumentar acontecimentos que podiam ser insignificantes. Além disso, se não fosse Cosme que tivesse contado a história, fosse um soldado da embarcação ele provavelmente descreveria a tripulação como um bando de moribundos, infelizes que tinham sido presos por cometer uma infâmia a Portugal. Outro exemplo é quando Cosme e Lionor se encontram pela primeira vez, Cosme descreve o romance entre os dois como algo puro e sem pecado que o amor os levou a fazer, mas se fosse o Mestre Videira tivesse narrando ele diria mais ou menos “ dois jovens cometeram tal calúnia perante deus, como podem ter se envolvido e abusado da garota mesmo deus tendo o acolhido como um servidor.

Ileana 1º B

18 03 2009
mariaeduardav

Acho que cabe ao leitor “peneirar” e ponderar os fatos narrados no livro. Dizer se estes são ou não confiáveis não é papel do narrador (principalmente no caso de Cosme Fernandes, por ser onisciente), afinal, ele está ali para narrar o que viu ou o que quer que os outros achem que ele viu. Em Terra Papagalli essa função é tão bem feita que paira sempre a dúvida sobre a veracidade dos fatos. E somos nós, leitores, com nossos conhecimentos “extra” livro que devemos saber se acreditamos ou não.
Como dissse Ileana acima, é tudo muito relativo. Se a narração fosse feita por outras pessoas, talvez a visão de toda a história fosse construída de um modo completamente diferente. Por exemplo, Piquerobi (com sua visão indígena) poderia discordar dos “Mandamentos para viver bem na Terra dos Papagaios” idealizados por Cosme, ou, como dito por Malu e Abelardo, divulgar que as ideias para as batalhas foram dele (e quem sabe talvez até não foram?). E ainda mais, se o livro é feito para outra pessoa, é inegável que o narrador vai aumentar e enfeitar os fatos. Se fazemos isso até no cotidiano, ao contar uma história banal, por que não fazê-lo em um livro-documento (como, na minha opinião, poderia ser considerado Terra Papagalli se o personagem tivesse comprovadamente existido ou escrito aquelas folhas)?
É aquela velha história do confiar desconfiando, nem desacreditar nem acreditar em tudo. Pode haver verdade em cada palavra dita, ao mesmo tempo que elas podem ter sido aumentadas em grandes proporções. Devemos colocar na balança do bom senso, mesmo que a narração de Cosme nos prenda e cative, fazendo talvez com que acreditemos em tudo que ele diz.

Maria Eduarda Araújo Vieira, 1º ano “B”

19 03 2009
Professora Bianca

Duda,

Identifique suas postagens com seu nome e turma!

23 03 2009
liviacaldas

Não acho que seja totalmente confiável, pois o fato de ele ser um narrador personagem faz com que em certos fatos haja aquela desconfiança se é realmente verdadeiro, pois ele só narra e descreve aquilo o que ele acha e vê, o que é simplesmente a sua opinião. Por exemplo, quando ele fala “nesta terra mais vale o colorido do vidro que a virtude do remédio”, não concordo com Cosme, já que ele viu de uma maneira superficial, pois índios preocupava sim com a eficiência do remédio, mas davam muito valor aos seus rituais e suas danças que para eles eram muito importante para a cura do paciente.

Lívia Caldas 1º C

23 03 2009
mateus00vieira

Como o contexto histórico muda muito a forma de expressão da pessoa como a época era do Quinhetismo, todos estavam em busca de conquistar terras. Por isso o narrador, que é personagem, pode contar um pouco o seu relato voltado para o lado vitorioso, ele pode não ter a intenção de contar a sua vida, naquele periodo, com detalhes de perídos desastrosos, dias de fracasso.

Tenho muitas dúvidas, porque a convivência que eles tiveram com os índos é bastante boa, eles têm experiências bastante precipitadas como as trocas de objetos e comidas, e o fato de os índios terem dado de forma bem pacífica alimentos para toda a tropa que voltou. Será que os índios aceitaram desta forma mesmo? Será que a questão cultural não interferiu em absolutamente nada, eu não acho, pode ter ocorrido um conflito, uma pequena batalha, até eles terem chegado a um acordo.

Eu particularmente considero que o texto é voltado pelo lado de que a história é contada apenas pelos vitoriosos.

Mateus Vieira 1º ano “A”

23 03 2009
felipedafonte

Não se pode acreditar completamente em tudo que ele diz, pois sendo um narrador personagem ele está interpretando o que esta se passando na sua visão, e também ele tem muita vontade de impressionar o Conde de Ouriques, quando descreve a terra, algumas vezes dando uma exagerada. Ele também fala algumas vezes mal dos índios, mas tudo depende do ponto de vista de cada um, pois se tivesse outro narrador a interpretação e o ponto de vista seriam diferentes.

Felipe da Fonte 1ª B

23 03 2009
Mandz Iumatti

No meu ponto de vista, o narrador é pouco confiável, pois a narração é feita na primeira pessoa, nisso só há um ponto de vista, o de Cosme Fernandes. Como por exemplo, no fato de que Lianor amar Cosme Fernandes, ninguém pode dizer se ela o amou mesmo ou se ele criou uma “ilusão”. Na parte que ele descreve os animais que vivem na Terra Papagalli, você percebe claramente que aquilo não é verdade, mas ele “jura de pés junto” que tudo que ele conta é verídico.
Ele pode usar de mentiras pra “melhorar” o seu relato ou para omitir o verdadeiro fato, tornando assim o narrador pouco confiável.

Amanda Iumatti 1B

23 03 2009
Professora Bianca

Boa, Lívia!

23 03 2009
Professora Bianca

Boa lembrança, Mateus. Quem conta é quem vence, e o discurso sempre vai apoiar os vencedores!

24 03 2009
Lays Lucena

Podemos dizer que o narrador não é confiável, pois ele conta a própria estória, podendo assim omitir os fatos para pegar melhor fama em determinado fato, até porque ele está contando a estória para o filho, então poderia estar querendo impressioná-lo. Por exemplo, será mesmo que a tribo de Cosme conseguiu ganhar tantas batalhas assim? Ou será que ele tinha todas essas táticas de guerra que ele dizia usar nas lutas contra outras tribos? São informações questionáveis, que nos fazem realmente pensar sobre a lealdade da escrita do narrador. Como prova de que o narrador não é 100% verdadeiro podemos observar nesse fragmento, da página 117 “O dragão nasce nos lugares onde o calor é perpétuo (…) Quando faz trinta e três anos vai viver no oceano (…) Passa ele então dos 10 mil metros (…) a causa das tempestades, dos maremotos, dos naufrágios(…)”.

Então, sabendo que esse animal nunca chegou a existir, vemos que Cosme Fernandes às vezes “enfeita” um pouco a estória.

Lays Lucena 1ºC.

24 03 2009
Catarina Farias

No meu ponto de vista o narrador não é confiável, pois por ser um narrador personagem durante todo o tempo ele narra os fatos no seu ponto de vista, e claro colocando-se como sempre inteligente e corajoso como, por exemplo, nas batalhas com os indios tupinambás, ele era quem pensava nas estratégias. Outro exemplo é que no primeiro contato com os indios ele mesmo diz na história que mesmo com medo dos selvagens não disse para seus amigos os quais estavam na navegação.

Catarina Farias 1 “E”

24 03 2009
biaamenezes

Ao meu ver, o narrador distorce um pouco os fatos ocorridos, pois ele está contando aquela história para outra pessoa, no caso, seu filho, então creio que por isso, ele vá digamos que aumentar os fatos, deixando ele sempre como “o herói” podemos dizer assim. Temos como exemplo as lutas entre as duas tribos indígenas, do jeito que ele escreve, foi ele quem conseguiu vencer a guerra, com suas estratégias etc.

Principalmente podemos considerar esse narrador como pouco confiável, pois a obra inteira é narrada em primeira pessoa, por isso, só temos o ponto de vista de Cosme Fernandes, com isso, não podemos saber se ele está contando a verdade, mentindo.

Beatriz Menezes 1º E

25 03 2009
karllakarimyrodriguesdesouza

Não, pois como ele é quem conta a sua historia é bem capaz que ele minta em alguns fatos. Eu desconfiei de Cosme Fernandes principalmente em suas batalhas, pois seus planos sempre eram perfeitos e davam certo.
Um fato que realmente é discutível é a perversidade de Lopo de Pina, pois talvez até mesmo por inveja Cosme pode ter inventado isso para que ele se saísse como o coitadinho da historia.
Na minha opinião Fernandes omite ou modifica esses fatos para ser considerado o bonzinho ou até mesmo herói da sua própria narração.

Karlla Karimy Rodrigues de Souza 1ano E EM

25 03 2009
Professora Bianca

Bem lembrado, Catarina!

25 03 2009
Melyna Cavalcanti

Para mim, a narração de Cosme Fernandes não é confiável, pois como é ele que narra a história, ele só conta-a no seu ponto de vista, sempre colocando-o como sábio, guerreiro, como o “herói” da tribo.
O que podemos colocar como verdadeiro é o que descreve a viagem como um todo, o que aconteceu, os fatos que levaram a tripulação à parar na “terra dos papagaios”. E falso, podemos atribuir na questão da batalha dos índios, ele diz no livro que foi ele quem inventou a estratégia para vencer de vez os índios Tupinambás, será mesmo? Porque depois da vitória, Pirequeobi diz ser o inventor da estratégia.

1ºA

25 03 2009
Daniel Inojosa

Não é confiável, pois sendo um narrador em 1ª pessoa ele pode não conhecer em sua totalidade todos os fatos abordados na trama e ele acaba interpretando os fatos baseados na sua visão sobre eles que tenta impressionar quando escreve, falando exageradamente sobre a Terra dos Papagaios. Tem momentos até em que ele modifica determinados fatos para que sua imagem não fique distorcida/alterada.

Daniel Inojosa
1ºE

25 03 2009
osvaldohenrique

Cosme Fernandes modifica algumas coisas, na minha opinião, principalmente alguns fatos históricos e encontros com personagens importantes (como Pedro Álvares Cabral, Nicolau Coelho e Martim Afonso de Souza), o que faz com que sua narração não seja tão confiável.
Mas também a história em geral é totalmente relacionada com o Descobrimento do Brasil, e em alguns pontos faz sentido.

Osvaldo Henrique – Primeiro Ano A

25 03 2009
edisefreire

Na minha opinião o fato do narrador ser personagem e contar uma estória para o seu filho contribui para que haja uma certa desconfiança em relação à veracidade de todos fatos narrados. Ele pode omitir e/ou mudar os acontecimentos a seu favor deturpando algumas informações, além de apresentar apenas o seu ponto de vista, de acordo com o que crê e vê, e isso pode ser percebido no decorrer da obra.

Edise Freire, 1° C.

25 03 2009
isabelabuarque

Cosme Fernandes tende a distorcer certos pontos para melhor atender ao seu modo de pensar e de encarar os acontecimentos.
Nem sempre essa distorção ou ocultamento é proposital já que ele pode ter uma opinião pré-estabelecida sobre determinado assunto, de acordo com sua cultura ou vivência.

25 03 2009
ranasoares

Não se pode confiar em tudo que Cosme Fernandes “fala”, pois ele está contando sua própria história com acontecimento que não tem ninguém para afirmar ou negar, e ele contando sua própria história ele pode distorcer um pouco, fazendo-se tornar herói, mas boa parte pode se dizer verdade, já que ele relata fatos que são comprovados, como, por exemplo, o primeiro contato com os índios e a troca de chapéus.

Rana Soares 1 ano E

25 03 2009
kevinmeloaccioly

Ela não é muito confiável, porque o texto é em primeira pessoa o que dá liberdade que ele mude, omita ou crie fatos. Principalmente em casos de “confronto”, ele pode usar elementos para fazer com que o leitor fique do seu lado. Além disso, ele sempre se mostra como o “coitado” da história. Sua mentira fica explícita no bestiário quando ele simplesmente inventa animais ou usa o Brasil como lar de animais míticos da cultura européia como o dragão e a minotaura, que pela história atribuída à ela, parece ser da mitologia indígena. Ele faz isso para enaltecer ainda mais o Brasil, e despertar o interesse dos europeus por essa terra.

25 03 2009
Professora Bianca

Melyna,

Uma questão sobre as batalhas e sua veracidade: se Piquerobi tinha realmente estas ideias inovadoras, por que só as aplicaria depois do contato com os portugueses?

25 03 2009
samanthaqueiroz

Acredito que Cosme Fernandes não descreve os fatos com toda a realidade, pois como é ele mesmo que conta pode distorcê-los, fora que ele só pode relatar o que ele fez com precisão (que pode ou não existir), já os outros acontecimentos ele tentar descrever, mas provavelmente não deve ter sido do mesmo jeito que ele diz.
Torna-se uma coisa meio incerta, pois em alguns momentos ele está de acordo com a realidade, como, por exemplo, quando ele descreve como é o lugar ou até mesmo o povo; mas quando ele conta de sua primeira batalha, ou de seu encontro com Lianor é provável que exista uma distorção significativa , pois esses fatos mexeram com suas emoções, fazendo com que ele mesmo sem querer visse coisas aonde não existissem e acabasse não sendo fiel ao acontecimento em si .

1º ano C

25 03 2009
patriciaalbuquerque

Acredito que boa parte do livro seja verdade, mas uma grande parte foi levada pelo ponto de vista do narrador. No livro ele cita frases, por exemplo, há uma parte no diário que dá a entender que esse livro foi verídico: “(perdeu-se a parte inicial referente a este dia)…(…)’’. Mas também há partes que você consegue perceber o ponto de vista do narrador, que às vezes aparenta um pouco imaginária, não sei se é por causa da época, pelo fato de terem descoberto uma nova terra e um povo diferente, ou pelo fato de ele demonstrar ser o ”poderoso” da história.

1°A

25 03 2009
Professora Bianca

Daniel Inojosa,

Desenvolva mais seu post, use elementos da obra para comprovar sua ideia.

25 03 2009
Professora Bianca

Osvaldo,

Cosme alterou dados concreitos destes fatos histórico ou apenas a leitura que comumente se tem deles? Se os dados são corretos, ele não pode ser considerado um mentiroso!

25 03 2009
Melyna Cavalcanti

Bem professora, na verdade eu não sei bem, afinal quem conta a história é Cosme Fernandes, de acordo com o seu ponto de vista, se ele diz a verdade ou não, ninguém sabe. Pode até ser mesmo verdade que ele tenha inventado tudo sozinho e Pirequerobi só disse que tenha sido ele o inventor para ganhar mais confiança da tribo.

25 03 2009
thiagofeitosa

Não acho que o narrador seja confiável, ele defende o seu ponto de vista, e argumenta para defendê-lo, e, como a história é contada para o seu filho, provavelmente ele aumenta um pouco as informações, para ter uma imagem de ‘ pai herói ‘. Claro que a história tem suas partes verídicas, como por exemplo a descrição da viagem o que houve, por que e como os portugueses chegaram ao Brasil, na época do Quinhentismo.

Thiago Feitosa – 1° A.

25 03 2009
Ana Maria Couceiro

A narrativa de Cosme Fernandes não pode ser considerada de confiança. Afinal, ele estava numa terra diferente,com pessoas diferentes,ele pode ter contado os fatos do ponto de vista dele e não de como realmente eram as coisas. E o fato de ser novo contribui muito para isso. Ele também pode ter contado os fatos favorecendo ele e assim o tornando herói, um homem bom que fez tudo certo. Penso que não devemos confiar nessa narrativa por causa disso, e assim não sabemos se foi assim os fatos ou não. Pelos dados históricos não serem concretos e haver mais de uma versão, ficamos ainda mais em dúvida.

Ana Maria 1º ‘A’

25 03 2009
joaovictorgomes

Acho que a narração de Cosme Fernandes é diferente: não que seja ou não confiável, mas é mantida sempre como uma sátira à Carta de Caminha e a outros relatos que falam dos primeiros anos após o Descobrimento.
Nunca saberemos o que de fato aconteceu, pois no livro a história é contada por um personagem criado pelos autores, e que não viveu, de fato, a história. Mas não creio que Cosme tenha alterado fatos históricos, pois não sabemos qual a verdadeira versão. Porém, o livro não trata os fatos de forma original, ele muda o ponto de vista várias vezes, ou tentando nos fazer rir, ou procurando mostrar que não necessariamente tenha sido como nos foi contado.

João Victor – 1º A

25 03 2009
Natália Kelsch

A narração apresentada no livro possui, em minha opinião, “duas caras”. Em alguns momentos ela pode ser considerada confiável pelo leitor e em outros momentos não. Como, por exemplo, quando Cosme Fernandes tenta passar suas aventuras experienciadas na Terra de Vera Cruz para o Conde. Não acredito que tudo que ele enfatiza é o que realmente “aconteceu”, pois ele pode ter inventado, ou até só incluído alguns fatos ao enredo para que deixasse o autor mais empolgado, assim fazendo com que a história não virasse um clichê ou algo monótono. Também houve a parte do livro em que os portugueses praticamente tornaram-se “amiguinhos” dos índios de um dia pro outro, o que pode ser visto como um acontecimento suspeito. Talvez não tenha sido tão fácil assim a convivência com eles, mas como Cosme é o narrador personagem, ele só expressa o seu ponto de vista.

A segunda cara que a narrativa teria, é a do: “Por que Cosme “perderia tempo” mentindo algumas coisas que não tinha pra quê?” Pois é, por esse lado penso que em alguns capítulos ele não teria pra que mentir, como quando ele fala “Foi meu primeiro filho, uma filha. Era bem composta, sã como uma cabritinha e menos feia do que se podia esperar” Qual seria a intenção de inventar o fato?

Natália Kelsch, 1° ano “A” EM

25 03 2009
Professora Bianca

Edise,

Complemente seu comentário: isso pode ser percebido no decorrer da obra através do quê?

25 03 2009
Professora Bianca

Isabela Buarque,

Seu post precisa ser mais desenvolvido.

26 03 2009
barbaravasconcellos

Acho que a narração de Cosme Fernandes não pode ser totalmente confiável, pois ele muitas vezes dá sua descrição sobre os índios e seus costumes, já na visão de outro essa descrição poderia ser totalmente diferente. Acho que quando existem características de opinião pessoal dentro de um texto, ele não pode ser inteiramente confiável, pois opiniões mudam de pessoa pra pessoa, ponto de vista pra ponto de vista. Agora olhando o lado da descrição do percurso da viagem pode se tirar alguns pontos verdadeiros, como as datas de chegada e saída, interrupções ao longo do caminho… Tudo que tem mais caráter direto, informativo.

26 03 2009
Professora Bianca

Melyna,

Sua argumentação não trouxe elementos novos à discussão.

26 03 2009
Professora Bianca

Thiago,

Sua argumentação não trouxe elementos novos à discussão.

26 03 2009
Professora Bianca

Ana Maria,

Ao afirmar novo eu entendo que você quis dizer jovem. Teria sido interessante você desenvolver o porquê de ele ser jovem contribui para que ele conte os fatos de uma maneira menos confiável.

26 03 2009
Professora Bianca

João Victor,

Cosme é inventado e não é… No seu trabalho escrito você vai perceber isso. E quanto aos fatos históricos, sabemos o que, oficialmente, aconteceu. Os fatos, em si não mudaram, mudou o como eles ocorreram.

26 03 2009
Professora Bianca

Natália,

Realmente, muitas coisas não precisam ser transformadas na narrativa de Cosme, ele não tem necessidade de alterar o que é verdade em relação a algumas coisas, comoa existência de suas filhas. Mas, por outro lado, algumas mentiras podem beneficiá-lo imensamente… Por exemplo, se ele diz que só teve filhas, mulheres, e assinala que sempre desejou ter um filho, ele ressalta a importância que o Conde tem para ele, já que, segundo ele, o Conde é o único filho homem que ele tanto desejou ter. Pode ser uma tentativa de persudir o Conde a ter pena desse pai que nunca conseguiu ver a realização deste sonho… E, se for assim, procurar tirá-lo daquela condição em que estava, afinal ele é um Conde… Vai ver é um homem rico e poderoso…

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