As intermitências da morte e a função social da literatura

22 06 2009

Embora um autor não tenha a menor obrigação de fazer com que sua obra sirva como instrumento de denúncia e de crítica social, esta é uma das funções que a literatura adquiriu, ao longo do tempo. Com Saramago não é diferente. Seus romances mais exaltados pela crítica, como Ensaio sobre a cegueira e Ensaio sobre a lucidez, exalam uma visão muito acurada dos elementos que compõem a nossa sociedade. Tão acurada que, sejam estes elementos segmentos sociais, sejam eles atitudes humanas, acabamos, através dos olhos de Saramago, enxergando o nosso mundo com olhos mais limpos: percebemos mais claramente tanto o cinismo, a mesquinhez, os jogos de interesses, como também, em casos mais raros, a solidariedade, o amor, o altruísmo.

Maria Isabella muito bem lembrou, num comentário no tópico Ensaio, novela, conto, romance?, que Saramago faz uma dura crítica à sociedade em As intermitências da morte através do relato das reações dos diversos setores sociais. Então, vamos discutir:

1 – Qual dos vários setores sociais que foram postos em berlinda com a “greve” da morte foi criticado mais duramente por Saramago? Justifiquem!

2 – Qual crítica à sociedade e ao ser humano feita pelo livro mais incomodou você? Por quê?

Anúncios

Ações

Information

151 responses

23 06 2009
arícia acioly

Bianca,
A crítica feita no livro em relação a à greve que a morte fez ao saber que ninguém gostava dela foi que a partir dela foi que, a partir de 31 de dezembro de um determinado ano, ninguém mais morreria e, como consequência, isso foi muito trágico, pois as funerárias não conseguiam mais vender seus caixões, tinha uma quantidade enorme de pessoas vivendo nessa determinada cidade.

26 06 2009
Isabella Quaranta

O setor mais afetado, com certeza, foi a Igreja. Pois sem a morte o que seria da Igreja? Como ela iria pregar o renascimento ou a vida eterna em um lugar melhor sem se ter como morrer? A Igreja entra em colapso após a “greve” da morte.
Uma crítica social feita por Saramago foi a vontade de todos de sermos eternos. Ele mostra o quão ruim seria se não houvessem mais mortes. Ele também tenta mostrar que devemos aproveitar mais a vida, pois nunca se sabe até quando ela ira vingar.
Acho que é isso, mas não estou totalmente certa. Me corrija caso contrário 😀

30 06 2009
Renata Couceiro

Os setores sócias sociais postos em berlinda com a ‘greve’ da morte foram: as funerárias, seguros de vida, previdência social.Já social, já que não tinham mais como sobreviver diante das conseqüências consequências dessa ausência.
A crítica à feita pelo livro que à sociedade e ao ser humano que mais me incomodou foi a eternidade das dores, já que com a ausência da morte as pessoas que sofressem trágicos acidentes; que tivessem idade avançadíssima; que tivessem graves doenças, não poderiam nunca morrer.

1ºA

1 07 2009
Professora Bianca

Arícia,

Então você acha que as funerárias é que foram o setor mais criticado naquela sociedade? O que Saramago denuncia a respeito delas com este comportamento, a preocupação delas em relação à venda dos caixões?

1 07 2009
Professora Bianca

Tá ótimo, Bibi!

1 07 2009
Professora Bianca

Renata,

Essa imagem é uma crítica? Eu não consigo vê-la como uma denúncia contra algo interpretado como incorreto ou antiético. Mas realmente, é uma imagem que incomoda. E isso mostra para nós o poder da literatura. Como eu já comentei em algum lugar aqui no fórum, ninguém mais pensa na morte da mesma maneira depois de ler Saramago!

4 07 2009
abelardoneto

Todos os setores ficaram abalado com essa “greve”. Podemos percerber que surge surgem muitas complicações, a partir da falta de morte : O o estado não tem como atender a todos os debilitados (que nem morrem, nem melhoram) nos seu hospitais, com isso os hospitais sofrem uma super lotação; A a igreja acaba entrando em contradição, pois, tudo que tinha dito, que quando morrêssemos, iriamos ficar em outro plano, e que então poderiamos plano e que, então, poderíamos superar a morte (até então era necessário, para “transceder”); E e o comércio: a venda de caixões diminui, e muitos comerciantes começam a “reclamar” disso.

9 07 2009
Professora Bianca

Abelardo,

Só fiquei curiosa em relação à crítica que mais incomodou você. Você poderia contar para nós?

11 07 2009
biaamenezes

Em “As intermitências da morte” Saramago critica duramente a forma como a sociedade vê a morte. Todos (ou a maioria), vemos a morte como algo ruim, triste… no entanto, Saramago nos mostra que a morte não deveria ser tão “odiada” assim pelas pessoas.
O que achei muito interessante no livro, foi que o autor usa duas formas de escrever sobre a morte como uma coisa necessária na sociedade. Em alguns momentos, Saramago fala de uma forma mais “filosófica”, falando sobre a alma das pessoas, que as pessoas precisam “descansar” um dia etc. No entanto, em outros momentos no livro, Saramago faz uso de argumentos mais reais, materiais, nos mostrando por exemplo que, a mostrando-nos, por exemplo, que a economia precisa da morte, sem a morte muitos setores econômicos iriam falir, muitas pessoas ficariam sem emprego…
Para mim, a que mais me “incomodou” foi a crítica que o autor faz a à forma de pensar da sociedade, pois acredito que ela faz com que cada um de nós se questione sobre o por que porquê de “odiarmos” tanto a morte.

Beatriz Menezes 1º E

12 07 2009
abelardoneto

Acho que a crítica da economia e a crítica social/estado me incomodaram,mas principalmente a social. A econômica seria que iria abalar muito setores econômicos com a fim da morte, por exemplo: os planos de saúde e casas funerárias. A social seria a superlotação dos serviços de saúde e o conflito que o estado não pode fazer nada para a pessoa melhorar ou morrer, como o livro mostra , as famílias começam a levar parentes (quase mortos), para outro país para morrerem, para não ficar vendo seu(s) parente(s) sofrer(em).

12 07 2009
mateus00vieira

Sem dúvida, o setor social mais afetado foi a igreja. Sem morte, sem ressureição, qual será o papel da igreja? Como ela irá formar boas pessoas para o reino do céu, a céu? A igreja não terá mais respostas possíveis para explicar o colapso, tudo que acontecia a igreja colapso, pois tudo que acontecia a igreja afirmava que era vontade divina, que um mundo melhor nos espera. Sem a morte as pessoas passarão a não acreditar em Deus, elas irão se perguntar: o que devemos fazer? Vamos ficar aqui para sempre, o que um Deus irá ajudar? Será que se um Deus existisse ele queria nos ver assim: sofrendo, num cemitério de vivos? Deus definitivamente não existe…

Como Saramago é ateu, e não muda de jeito nenhum seu ponto de vista, ele utiliza estes argumentos citados no livro para servir de apoio ao seu ponto de vista, de que Deus não existe, e de que a igreja é apenas um poço de ambições.

A crítica que mais me incomodou foi que em todos os momentos sem exeção o homem foi que, em todos os momentos, sem exceção, o homem se aproveita em de TUDO. No livro podemos observar que pessoas passaram a vender bandeiras do país, os que não comprassem eram INIMIGOS DA VIDA, passa a existir o contrabando de corpos para a fronteira do país vizinho, em busca da morte. Tudo isso em pról prol do dinheiro. Isso serve como uma metáfora para dizer que o nosso mundo é assim, com muitos interesses, que em todos os momentos os seres humanos se aproveitam de muitas situações.

Mateus Vieira- 1º A

13 07 2009
Professora Bianca

Bia,

Só para esclarecer: as razões de ordem filosófica que Saramago traz para que a morte seja vista como um alívio foi o que mais incomodou você?

14 07 2009
Maria Isabella

Saramago faz uma dura crítica à sociedade moderna, ao relatar as reações da Igreja, do Governo, do Clero, dos repórteres, dos filósofos, dos economistas, das funerárias, casas de pensão, hospitais, seguradoras, das famílias com um moribundo em casa, etc. Mas os dois principais setores que mim marcou me marcaram foi a igreja e o hospital. A igreja vê na ausência da morte a diminuição de fiéis, pois, afinal, sem morte, como poderá haver ressurreição? Paraíso ou Inferno? Os hospitais e os lares do feliz ocaso vêem-se a veem em suas mãos com uma crescente população de ”vivos-mortos” que se estenderá à eternidade. Nesse livro ele que chamar atenção das pessoas pra elas verem como seria se não houvese mais a “morte”, isso serve para refletimos a respeito da nossa vida,para aproveita-lá cada vez mais, pois não sabemos o que pode acontecer um dia após o outro.

Maria Isabella,1ºF

15 07 2009
Renato Machado Farias

Acredito que a meior crítica de Saramago é jeito que as pessoas lucram com a morte, no caso as funerárias e os seguros de vida. A crítica que mais me incomodou foi aos hospitais, que não tinham a capacidade de acabar com o sofrimento dos pacientes que estão eternamente no estado de vida ou morte.

15 07 2009
Ana Maria Couceiro

Para mim o setor que mais sofreu foram as funerárias. Sem morte não tem enterro, caixão e nem a existência de cemitérios. A Igreja também sofreu bastante, pois com a ausência da morte perdeu sua função dentro da sociedade.
A critica que mais me incomodou foi o fato dos seres humanos quererem sempre sair ganhando as custas dos outros. O contrabando de um país para o outro, as bandeiras do país. O homem quer sempre tirar vantagem. Quando tem há a morte tiram morte, tiram vantagem através de planos funerários, quando não tem existe a morte inventam o contrabando de um país para o outro, bandeiras. Mesmo em um momento de caos o que importa é o dinheiro. Saramago mostra bem isso no livro, como o mundo é feito de interesses.

1º A

16 07 2009
pwbs

Os setores socias sociais mais afetados com a “greve” da morte foi foram a igreja, funerárias e outras outros, mas as mais importantes seriam estas. A igreja não podia mais pregar o renascimento, ressurreição, e as funerárias não podiam mais investir naquilo devido a ausência da morte. A crítica que mais me incomodou no livro foi que as pessoas ao sofrerem acidentes ou estarem em estado de saúde grave tivessem que ficar sentindo dores .

Pedro Paulo Wanderley 1 F

20 07 2009
Daniel Campos

Os setores mais afetados foram a Igreja e os seguros de vida (juntamente com as casas funerárias). Se não havia morte, não poderia haver Ressureição e nem o purgatório, logo qual seria o papel da Igreja? E se não havia o risco de morrer, não havia a necessidade de fazer ou pagar um seguro de vida, muito menos de comprar um caixão ou realizar um funeral.

A crítica que me pareceu ser relevante foi Saramago demonstrar que embora a morte seja algo muito temido por todas as pessoas, ela torna-se necessária para qualquer sociedade.

20 07 2009
gabrielacsantos

Dos setores sociais, a igreja foi a mais criticada, pois tudo que a igreja dizia era em torno da morte e da ressureição,mas como agora não tinha mais morte, então todas as coisas que a igreja dizia não tinham mais valor. A crítica feita no livro que mais me incomodou foi o fato de que Saramago colocou que o ser humano nunca está satisfeito,s e ele morre ele acha ruim, se não morre também acha ruim. Isso me incomodou, pois é uma real, o ser humano nunca estará satisfeito, ele sempre terá algo para reclamar.

Gabriela Santos – 1º B

21 07 2009
Lucas Cunha

Os setores mais afetados, foram as funerárias e as seguradoras de vida, pois como não haviam havia mais mortos, não havia sentido haver uma funerária, e os seguros de vida também não eram mais necessários.
E a crítica que me incomodou mais foi que, sendo imortais, as pessoas que sofreram acidentes, ou são muito velhas teriam que suportar a dor de não poder da um fim a dor. De não morrer.

22 07 2009
Isaac Tôrres

1- Acho que Saramago não se fixou em nenhum setor social para realizar sua crítica, mas fez uma junção dos tantos que entrariam em colapso se a morte deixasse de existir (Igreja sem Morte não pode pregar, Hospital sem Morte entra em crise, Povo sem Morte pode deixar de existir, Funerárias e et coetera sem Morte nâo lucra…).
2- Como Isabella, a crítica à nossa falsa eternidade foi a principal mensagem de Saramago.

Isaac Tôrres, 1° ano “E”

22 07 2009
Mozyr Sampaio

Em minha opinião, o setor mais afetado foi a igreja sim, pois a mesma prega que quando morremos iremos ou para o paraíso ou para o inferno, mas sendo mas, sendo assim, Saramago quis mostrar que a morte é “boa”, pois sem a morte, muitas pessoas sofreriam, por exemplo, o comércio de caixões, seguros de vida, planos de saúde, mas em compensação hospitais, clínicas geriátricas iriam estar sempre lotadas, e os acidentados em estado terminal, iriam sofrer para sempre. Ele mostrou que sem a morte, a vida perderia todo o seu valor, mas com a morte, quase todas as pessoas aproveitam cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo de suas vidas, sendo com aquela pessoa, com a família, se divertindo, e até mesmo na cadeira de um dentista alguns aproveitam.

Mozyr Sampaio 1º E

22 07 2009
Professora Bianca

Maria Isabella,

Porque você ficou particularmente marcada pela reação destes setores sociais? Que denúncia Saramago fez deles que os põe em situação incômoda?

22 07 2009
Professora Bianca

Renato,

Faço a você a mesma pergunta que fiz a Maria Isabella: por que especificamente esta impotência dos hospitais incomodou você?

22 07 2009
Professora Bianca

Pedro Paulo,

A imagem de pessoas que sentirão dor por tempo indeterminado realmente incomoda, mas não podemos afirmar que através dela Saramago faça uma crítica social. A crítica social se dirige ao comportamento humano, seja no âmbito individual, seja no âmbito coletivo, através das instituições sociais. Por favor, repense este ponto da sua participação.

22 07 2009
Professora Bianca

Daniel,

A ideia central da obra de Saramago é realmente esta, a desmistificação da morte e o posicionamento dela como algo de extrema importância para o ser humano. Entretanto, ela não pode ser considerada uma crítica social, visto que não denuncia desvios na ética humana. Você precisa revisar este ponto do seu post.

22 07 2009
Professora Bianca

Lucas,

Dirijo a você as mesmas palavras que a Pedro Paulo: a imagem de pessoas que sentirão dor por tempo indeterminado realmente incomoda, mas não podemos afirmar que através dela Saramago faça uma crítica social. Você precisa revisar sua postagem.

22 07 2009
Professora Bianca

Isaac,

E assim como eu pedi a Maria Isabella, peço que você desenvolva mais sua argumentação! 😛

22 07 2009
Professora Bianca

Mozyr,

Seu comentário não tem coerência. Porque o fato de Saramago mostrar a importância social da morte entra em choque, em oposição, ao fato de a Igreja pregar uma vida após a morte e suas possibilidades (céu e inferno)?
Você precisa revisar seu texto, suas ideias não estão compreensíveis.

22 07 2009
felissacalado

1- No livro, Saramago faz uma critica muito grande da à forma de pensar do homem, mas acho que o que ele mais criticou foi a igreja, pois desde de pequenos aprendemos que Deus foi quem nos criou, e quem sabe ate até quando ficaremos na Terra, e Jesus teve que morrer para ressuscitar, então sem morte não há ressurreição, assim a igreja ficou desesperada, porque a partir dali as pessoas provavelmente não acreditariam mas mais nela, acho que essa foi a maior critica crítica do livro.

2- Mesmo achando que Saramago fez uma critica crítica maior a à igreja, a critica crítica que mais me incomodou foi , a que ele fez com os idosos das casas de descanso, pois , ele fala dos idosos como se eles fosses “inúteis”, claro “inúteis”. Claro que alguns deles não podiam mais fazer tudo só, mas o que me incomodou, foi que ele falou de uma maneira como se só o fato deles estarem velhos e doentes eles serem inúteis a à sociedade, provavelmente esquecendo que a há um tempo atrás eles eram o ele de hoje.
Felissa Calado 1B

22 07 2009
Malu Câmara

Bem, um dos setores que Saramago critica, concerteza com certeza é a Igreja! Tipo, Sem morte não há ressurreição e sem ressurreição não há religião. Então, sem a morte a religião perderia todo o seu poder, porque sem a morte não há medo. É essencial para o poder político e para a Igreja que o medo perdure, pois assim as pessoas continuarão a, digamos assim, “ultilizar” “utilizar” a igreja!

A crítica que mais me incomodou foi a em relação aos velhos, que no meu ponto de vista, são o “conhecimento” da sociedade, e no livro se cria um problema politico-social, e a questão é: “o que vamos fazer com os velhos?”, bem, certo que eles não tem têm mais condição para trabalhar, nem fazer coisas que os mais jovem fazem, e precisam de uma certa ajuda, e alguns tem doenças que “deteriorizam” deterioram o ser humano, mas mesmo mesmo assim . Eu sei que isso seria um problema, mas hoje em dia a maioria das pessoas acham os velhos só mais um peso! E é exatamente isso que Saramago critica!

Maria Luiza Câmara 1º E

22 07 2009
Paula Fernanda

I – Eu também acredito que o setor mais afetado foi a Igreja, pois, como já foi exposto, a morte é algo que essencial na doutrina cristã. Com a ausência da mesma, as histórias da bíblia, contadas pelos padres e por todos os cristãos, não faria fariam mais sentido, o que levaria a sociedade a começar a divulgar duvidar da veracidade de tudo aquilo que a Igreja diz e já disse, podendo levá-la, assim, à a um declínio, perdendo toda a sua soberania.

II – Não é que essa crítica tenha me afetado, mas sim “aberto meus olhos”. José Saramago, ao interromper as atividades da morte, mostra o quão contraditório pode ser o ser humano e como está satisfeito com o que tem, estando sempre reclamando. A existência da morte nos perturba e, apesar de já estarmos acostumados com a mesma e termos criado nossa existência em volta dela, sempre a criticamos e afirmamos ser a pior coisa que existe. Porém, com a sua ausência, permanecemos a reclamar afirmando que ela é melhor que passar toda a eternidade enfermo em uma cama, entre outras coisas. Com isso, mostra também que não damos valor às coisas que temos até perdê-las.

Paula Fernanda – 1ªB

22 07 2009
Renato Machado Farias

Supondo que o país em que ocorreu a narrativa fosse como o Brasil (estou ciente que Saramago é português) em que o sistema de saúde é precário e a maior parcela da população não tem acesso a ela. Além de tudo isso haveria vários doentes que nunca morreriam e ocupariam as camas, assim limitando mais ainda os hospitais. Por isso me incomoda… Tenho parentes que não tem têm tão boa renda quanto meus pais, sei porque convivo com eles quando visito minha cidade natal.

23 07 2009
priscilajales

I – Apesar de não ser bem um setor social os setor social, os bombeiros foram afetados, pois não paravam de ter acidentes graves, onde a pessoa deveria ir à a óbito e ela está lá firme e forte, aumentando o trabalho deles (bombeiros), que levam os grevistas acidentados para os hospitais, que e, por não haver a rotação comum, ou seja, morrer um doente e entrar outro, os hospitais ficam lotados, não lotados. Não tendo havendo mais locais pra “hóspedes” o chão começa a ser utilizado, as filas aumentam e o atendimento fica precário. As agências funerárias e os cemitérios quase entram em falência, pois sem morte ninguém compra caixão e consequentemente não compra um pedaço do cemitério pra enterrar o familiar,com o objetivo de acabar ou pelo menos minimizar o problema começaram a se fazer enterro de animais. Os lares de idosos, não podiam lares de idosos não podiam aguentar por muito tempo, pois eles sempre recebem hóspedes, sendo que os que estavam pra se despedir resolveram ficar por lá, um dia então não terá por lá. Um dia, então, não haverá quem cuide deles, além de no momento o dinheiro para comprar remédio para os “grevistas” ser pequeno, então eles ficavam sofrendo nos lares, pois não podiam ir para os hospitais por estarem lotados , nem ao cemitério por não querer abrir a porta pra morte. Mas nesse vai e vem maligno os jornais e a televisão saem lucrando de certa forma, porque a cada minuto tinha uma “bomba para estourar”, aumentando a audiência.

II – O que mais me incomodou foi em relação à religião, claro que os outro pontos tocam, em um o ser humano que só busca vantagens , que não quer saber de fazer o bem e sim de se aproveitar de situações, mas ao passo que fala da religião passa a um plano mais externo. Saramargo Saramago fala como se a religião dependesse da morte, eu não acho que ela precisa da morte pra existir, pois se cada um acredita em Deus poderia ver nisso um milagre concedido aos seus filhos, porém filhos. Porém no outro lado da moeda, tem o diabo que ao diabo, e ao analisar o que ocorreu nos setores sociais, pode-se pensar ter sido projeto dele. Por Saramargo ser ateu acho ateu, acho que ele levou mais para o lado dele, do que ele pensa, pois a religião está meio que fundamentada na morte , pois se não há morte não há ressureição, mas isso foi no passado, então ele poderia ter sido menos frio com relação a isso e ter dado as duas opções, pois pra uma pessoa religiosa isso realmente choca, pois com morte, ou sem morte, se você acredita em Deus há religião.

Priscila Jales 1º E “EM”

23 07 2009
luizhenriqueramos

Eu concordo com Bibi, acho que a crítica feita à Igreja foi a mais severa. Tem uma passagem que retrata bem a crítica :
[pag 18] ”(…) Eminência , perdoe-me, temo não compreender aonde quer chegar , Sem morte, ouça-me bem, senhor primeiro-ministro, sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja, Ó diabo (…)”

Mas crítica social, acompanhando ainda o raciocínio da colega, mas desviando um pouco o foco, vejo que ele quer criticar não só a questão da morte, mas a indecisão ou até tolice das pessoas em relação a tudo. Explicando: Saramago busca, com tal romance, “mostrar o outro lado da moeda”, busca encaminhar as pessoas a pensar nas consequências de fatos que nós, seres humanos, julgaríamos, pelo menos, de vangloriáveis. Acho que é isso, ele busca mostrar as consequências com intenção de mostrar que nem tudo seria tão bom quanto parece ser. Aquela velha história (mas no caso seria melhor consenti-la ao contrário): Só damos valor depois que perdemos (no caso, ele mostra exatamente o contrário: só nos damos conta da proporção; do âmbito de um fato depois que ele acontece).
Corrija-me se estiver errado, mas esse é meu ponto de vista! 😀

23 07 2009
Rodrigo Lustosa

Acredito que um dos setores sociais mais afetados pela “greve” da morte foram os hospitais. Pois hospitais, pois, devido ao grande número de pessoas internadas, apenas esperando que a morte as levasse, ocupavam quartos e recintos, lotando os hospitais e impedindo a realização de procedimentos para as pessoas que ainda teriam uma longa vida pela frente.

Quanto à crítica feita à sociedade e ao ser humano que mais me incomodou, foi o fato de Saramago ter transformado a morte em algo que para todos, seria considerada como “o fim do mundo”, sem ao menos ter considerado a vontade de pessoas que já estavam em estágio terminal de vida.

Rodrigo Lustosa, 1º F

23 07 2009
pwbs

Refazendo

Os setores sociais mais afetados com a “greve” da morte foram a igreja, funerárias e outros, mas as mais importantes seriam estas. A igreja não podia mais pregar o renascimento, ressurreição, e as funerárias não podiam mais investir naquilo devido a à ausência da morte. Na minha opinião A crítica feita pelo livro que mais me chamou atenção foi o jeito que as pessoas lidam com a ausência da morte. Normalmente quando uma pessoa vem a falecer nós ficamos tristes e pedimos pra aquilo não ter acontecido, mas no momento que momento em que ocorre a ausência da morte as pessoas reclamam querendo que ela aconteça.

Pedro Paulo Wanderley 1 F

23 07 2009
Rebeca Fernandes

O setor que foi mais afetado pela “greve da morte” foi a igreja. Porque, sem a existência da morte, seus ensinamentos sobre a vida eterna, o céu e o inferno e o renascimento ficaram totalmente “desmoralizados”. Com isso a igreja entra em “crise”.

Outros setores que também foram prejudicados foram às casas funerárias e os planos de saúde. No caso das funerárias foi o de que, como ninguém morria consequentemente morria, consequentemente não havia nenhum funeral. E os planos de saúde também se tornaram “inúteis” nesse tempo de “greve da morte”.

A crítica que mais me incomodou foi à a crítica social feita aos hospitais. Pois hospitais, pois como não havia nenhuma morte, os hospitais começaram a ficar superlotados. E também me incomodou o fato de que algumas pessoas não agüentavam aguentavam mais ficar naquele sofrimento, piorando de saúde cada vez, e chegavam a querer atravessar a fronteira do país só para ver se conseguiam descansar em paz.

Rebeca Fernandes – 1° A

24 07 2009
Clara

A igreja, em meu ponto de vista, foi o setor social mais afetado. Se as pessoas não estavam mais morrendo, os princípios da Igreja estavam sendo contrariados. Mas também as funerárias, os hospitais e entre outros foram, entre outros, foram também afetados pelo não ‘funcionamento’ da morte. E uma crítica social que Saramago mostra indiretamente é o quanto as pessoas, atualmente, acham que seria muito melhor se não houvesse a morte. A partir dessa obra, pode-se ver o contrário.

Clara de Andrade, 1º E

25 07 2009
Melina Franco

Acredito (como muitos dos meus colegas) que a Igreja foi a mais afetada na história. Concordo plenamente com a nossa colega Isabella Quaranta, como a igreja iria pregar o paraíso, se ninguém irá pra lá já que ninguém morre? Sem falar também que o ser humano seria comparado a Deus, por causa de sua imortalidade, tirando-o do cargo do ser transcedente passando a ser banalizado e comparando transcedente, banalizado-o e comparando-o aos humanos, agora imortais. O que seria o fundo do poço para a Igreja, quando as pessoas deixariam de acreditar no paraíso e em um ser superior e imortal.

Em relação à crítica, Saramago mostra aquela situação em que “a vida perde a graça quando temos tudo que queremos”. Quando as pessoas conseguiram a tão sonhada imortalidade, conseguiram ver o quanto precisam dela, que é fundamental. Quando a morte entrou em greve, as coisas só pioraram. Ele mostra que devemos seguir o ritimo natural da vida e que devemos viver o tempo que nos foi dado.
Melina Franco 1º F

25 07 2009
Alexandre Amorim

Saramago critíca critica mais a situação da igreja sem a morte. Ele descreve diálogos do representante da igreja com o primeiro ministro, e também fala sobre a situação se continuasse essa greve. E devemos salientar que foi a primeiro setor social a reclamar severamente com o governo. Eu sou uma pessoa que sempre sonhou em viver para sempre, mas depois de ler esse livro, vi como as pessoas lutavam para morrer, tráfico, atravessava a fronteira a todo custo para poder morrer em paz. Isso me incomodou muito e acabei mudando minha opinião.

25 07 2009
Thereza

Para mim o setor mais afetado foi à a igreja (independente de qual), pois cada religião tem a sua crença ligada a à morte e prega para seus fies fiéis isso como uma verdade. Com a morte tirando ferias férias as pessoas começaram a questionar essas verdades. A igreja temia perder fies fiéis e as pessoas por sua vez passaram a refletir sobre as verdades impostas pela igreja.

Eu acho que a principal critica é a sociedade enxergar a morte de maneira pejorativa. Por mais que seja de nossa cultura querer fazer com que ela não chegue tão cedo, algumas vezes ate até estendendo uma vida de maneira artificial mostra que nao não estamos preparados para recebe-la recebê-la com naturalidade ou temos ate até mesmo medo da morte. Mas esquecemos do mais importante, a morte ‘e é sem duvida dúvida nenhuma necessária para mantermos o ciclo da vida.

Thereza Gibson – 1B

25 07 2009
hannahriff

A leitura do livro de Saramago nos faz perceber que a morte é fundamental, mas creio que isso muitos de vocês também notaram após ler o livro. Concordo com Isabella, quando ela diz que o setor mais afetado foi a igreja, mesmo sabendo que muitos outros setores também ficaram extremamente afetados como afetados, como foi dito por Abelardo, mas o problema da Igreja eu achei que foi o mais chocante, pois a Igreja ficou sem saída, sem ter como explicar o fato da morte não agir mais. Sem a morte, como ela poderia dar uma explicação para o que aconteceria com as pessoas após a vida? Como fazer as pessoas acreditarem que a vida tem um valor tão grande, que após a vida existe uma ‘recompensa’ para aqueles que merecerem com a ‘vida eterna’.

O livro deixou uma mensagem bem bonita, que é que devemos aproveitar bastante enquanto podemos, porque nós nunca sabemos quando será nosso último dia podendo aproveitar tudo que nós temos. Com o fim da morte, vemos que as pessoas que não morrem ficam doentes e definhando, assim os parentes e os próprios doentes sofrem mais do que se a pessoa ‘simplesmente’ morresse. Daí fica visível a importância da morte para o mundo.

26 07 2009
liviacaldas

Na minha opinião o setor duramente afetado foi o governo, pois sem a morte a quantidade de velhos incapacitados aumentava cada vez mais e com isso aumentava também o números de pensões por invalidez permanente. Dessa forma iriam continuar por séculos e assim ficava a questão de onde o país iria tirar tanto dinheiro.

Uma critica crítica social feito por Saramago foi a respeito da máfia, onde pois ele descreve com dose irônica o modo de agir e a estratégia da máfia. Onde O governo cede a à proposta da máfia, passando assim a controlar as mortes e a industria indústria dos enterros, mostrando assim que a máfia influencia as pessoas e acaba conseguindo controlar a sociedade, chegando no ao objetivo dela, sem que as pessoas nem notem que elas tão tirando proveito em cima daquilo ou da gente.

Lívia Caldas 1º C

26 07 2009
beatriz

A igreja foi a mais prejudicada com tudo isso, se transformou em uma enorme confusão, pois sem morte, não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja.
A crítica que mais me incomodou foi a de que a população por mais abalada que estivessem estivesse com o desaparecimento da morte se aproveitava de todos os fatos ocorridos para ganhar dinheiro. Um exemplo disso é a maphia, que foi criada para levar os corpos dos mortos-vivos para a fronteira pra fronteira, pra lá eles poderem morrer.

27 07 2009
Professora Bianca

Muito bem lembrado, Felissa! Saramago realmente faz uma descrição muito dura da velhice. Mas eu, pelo menos, não entendo isso como uma visão de que os idosos, em si, não tenham valor, mas sim que há um estágio no ciclo da vida humana em que a perda de funcionalidade do corpo requer cada vez mais os cuidados dos que estão ao redor. O problema é que, se no ciclo natural, esse período tem fim, na realidade vivida pelos personagens ele passa a se tornar eterno, o que é, em si, angustiante.

Eu percebo assim porque Saramago é um escritor de idade já bastante avançada. Se o seu pensamento fosse generalista, ele teria que se incluir nessa categoria da inutilidade da velhice – e suponho que, trabalhando ativamente como ele trabalha, ele não se perceba assim. 🙂

27 07 2009
Professora Bianca

Maria Luiza,

Não entendi o fim do seu comentário. O que você está exatamente afirmando que Saramago critica: a percepção de que os idosos são um “peso” social ou a visão de que eles são este peso?

27 07 2009
Professora Bianca

Paula,

Sobre esta questão do valor da morte e da vida em determinadas condições de enfermidade há um excelente filme, baseado numa história real. Chama-se Mar Adentro, vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro em 2005. O filme, dirigido por Alejandro Amenábar e estrelado por Javier Bardem relata a luta real de Ramón Sampedro, tetraplégico (incapaz de mover qualquer parte do corpo do pescoço para baixo) havia 26 anos, pelo direito ao suicídio assistido. A polêmica na Espanha foi muito séria na época, porque, legalmente, como Ramón não poderia se suicidar, o suicídio assistido estaria caracterizado como assassinato.

O filme, em si, aliás, é extremamente polêmico, pois discute uma questão fundamental: há alguma situação em que a vida perca seu valor?

Outra obra que discute a questão de maneira muito poética e tocante é O escafandro e a borboleta. Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e de Melhor Direção, de Melhor Direção e Grande Prêmio Técnico do Festival de Veneza e indicado a quatro Oscar, este filme (que é uma produção francoamericana – não estranhe, quem quiser assistir, o ritmo mais lento do que aquele a que estamos acostumados, é o normal do cinema francês) conta a história, também real, de Jean-Dominique Bauby, jornalista muito bem sucedido e editor da revista Elle. Jean-Dominique, aos 43 anos, sofreu um AVC que teve uma consequência rara e terrível: a síndrome do autoconfinamento. Ele deixou de ter controle de qualquer parte do seu corpo com exceção de um dos olhos. Imaginem o desespero desta condição! Ainda assim, Jean-Do, como era chamado, conseguiu encontrar uma forma de se comunicar com o mundo exterior e, com a ajuda de uma fonoaudióloga, que interpretava os seus sinais (feitos com o olho!), ele escreveu um livro, que dá título ao filme.

Eu recomendo muitíssimo as duas obras. Mar adentro tem um ritmo mais palatável que O escafandro e a borboleta, mas quem conseguir enfrentar a forma mais lenta da narrativa francesa vai ter a oportunidade de conhecer uma obra que, para mim, é incomparável e que se tornou um clássico!

27 07 2009
alineholanda

As intermitências da morte é um livro carregado de uma crítica social, logo nas primeiras páginas do livro, ele faz críticas a alguns setores sociais, tais como: funerárias, seguros de vida, asilos, etc. Todas essas instituições estão afundadas num egoísmo, pensando somente no prejuízo que terão com a falta da morte, enquanto o país em que vivem sofre uma greve da mesma. Porém, a instituição que é mais afetada é a Igreja. Com a morte deixando de exercer seu papel, contradiz praticamente todos os princípios que a Igreja Católica vinha pregando ao longo de séculos.
José Saramago já afirmou que viveu mais do que supunha viver, com isso vem uma sensação de imortalidade, que ele apresenta no livro pelas pessoas que estão presas à morte, mas não são levadas por ela. Essa imortalidade, um objeto de desejo de muitos humanos, é mostrada com outros olhos no livro. Com a greve da morte e a existência da imortalidade (não do modo que imaginávamos) ele consegue mostrar como a morte é indesejada, porém, necessária para todos nós.

Aline Holanda 1º C

27 07 2009
Professora Bianca

Priscila,

Seu comentário tem falhas de coerência. Na primeira parte, quando você lembra que o corpo de bombeiros também foi afetado, os seus argumentos basearam este prejuízo ao trabalho dos bombeiros na situação dos hospitais. Do ponto de vista lógico, não há porque os bombeiros terem mais trabalho do que antes, porque não há um aumento no número de acidentes, apenas uma nova situação que é o estado de morte intermitente das vítimas. Neste caso, a “bronca” fica para os hospitais mesmo.

Na segunda parte do seu comentário, você afirma que a religião não precisa da morte, mas também que se baseia nela. Não é possível os dois raciocínios conviverem sem um paradoxo lógico. 🙂

27 07 2009
Professora Bianca

Luiz Henrique,

Por isso há quem diga: “Muito cuidado com o que você deseja: você pode conseguir!”.

27 07 2009
Professora Bianca

Rebeca,

No caso dos hospitais, eu não vejo, particularmente uma crítica, porque Saramago não menciona condutas antiéticas no âmbito dos hospitais. Ele registra o caos, mas não denuncia comportamentos imorais advindos dos administradores dos hospitais.

27 07 2009
Professora Bianca

Clara,

Cuidado ao classificar a crítica feita por Saramago à rejeição que fazemos ao fenômeno da morte como uma crítica social. Por crítica social em uma obra artística entende-se a denúncia dos comportamentos antiéticos de grupos sociais em determinados contextos. Como alguns de seus colegas afirmaram acima, o fato de alguns setores passarem a negociar a morte de pessoas a fim de obter lucro é uma crítica social, pois o comportamento revela-se contrário aos princípios éticos mais básicos.

Saramago, evidentemente, tenta nos abrir os olhos para a necessidade da morte e, portanto, tem uma visão crítica do tabu que se constrói sobre o tema. Mas isso não é uma crítica às estruturas das relações sociais.

27 07 2009
Professora Bianca

Melina,

Ótima lembrança o fato de a imortalidade alçar o homem a uma condição endeusada! A vaidade humana já é tanta com a noção da nossa efemeridade, imaginem se o ser humano atinge uma condição divina através da imortalidade. Ainda bem que Saramago nos lembra que se tornar imortal é uma coisa e se tornar imune ao tempo é outra, completamente diferente, minando esta vaidade vã: o corpo vai se tornar cada vez mais decrépito. Citando os poetas barroco, vamos aos poucos nos convertendo “em cinza, em pó, em nada“.

Quanto à crítica levantada por você, faço o mesmo comentário dirigido a Clara: não é uma crítica social.

27 07 2009
Professora Bianca

Alexandre,

Seu comentário, assim como outros do mesmo teor já feitos aqui no fórum revelam esse enorme poder que a grande literatura tem: mudar as pessoas. Por mais que você, assim como seus colegas, possa ter odiado a leitura, em decorrência da linguagem, do estranhamento, do ritmo, nenhum de vocês passou pelo livro sem se transformar.

Às vezes, eu sei, parece que professores são as piores pessoas do mundo para escolher os livros que temos que ler: escolhem coisas difíceis, que dão trabalho. Mas podem ter certeza, escolhemos livros que, de algum modo, vão afetar vocês para sempre. A leitura pode e deve ser uma grande diversão, para isso estão aí os best-sellers, que eu também adoro. Mas ninguém precisa ir à escola para ler um best-seller, o best-seller não nos desafia. Por mais que amemos os personagens, que fiquemos fãs, que eles marquem nossa infância ou adolescência, a visão de mundo, em si, salvo raríssimas exceções, não muda.

Fazendo outra citação (hoje eu estou cheia delas): “Os livros não mudam os mundo. Os livros mudam as pessoas. As pessoas é que mudam o mundo” (Caio Graco).

27 07 2009
Professora Bianca

Thereza,

Você levantou um ponto importante: não estamos preparados para o fenômeno da morte e insistimos em maneiras mil de alongar a vida. Será que sempre foi assim? Ou será que culturalmente nossa relação com a morte foi ficando cada vez mais distante e ela se tornando um tabu antes inexistente?

Que vocês pensam, pessoas?

PS: Preciso repetir a correção feita para outros posts: esta crítica à forma do ser humano lidar com a morte não pode ser considerada social.

27 07 2009
Professora Bianca

Hannah,

Este aproveitar a vida enquanto se pode, aproveitar o momento presente é o lema do carpe diem! Para o homem barroco era motivo de grande desejo, mas também de medo (em virtude da ênfase na vida após a morte que a severidade religiosa da época fazia questão de dar). Mas no século XVIII, que já já vamos estudar, as dúvidas e os medos desse “aproveitar a vida” deixam de existir e carpe diem vai virar uma palavra de ordem. São cenas dos próximos capítulos! Aguardem e verão!

27 07 2009
Professora Bianca

Lívia,

Um detalhe sobre o que você levantou: o problema em relação à previdência social já existe em muitos países europeus. O prolongamento da expectativa de vida do ser humano e a queda de natalidade nos países desenvolvidos, principalmente na Europa, tem posto em cheque a sustentabilidade da população. E aqui no Brasil muito já se fala em reforma da previdência justamente por causa deste fenômeno.

Muito bem lembrada a crítica aos acordos secretos do governo com a máfia!

27 07 2009
Maria Isabella

Porque eles foram bastante afetados, pelo o que estava acontecendo naquele país. Como os seguros de vida que entraram em decadência, por não haver compradores. A crítica na qual mim que me impressionou foi a de que os seres humanos sempre que querem algo a mais, porem porém mesmo assim nunca estão satisfeitos, como a morte, a há pessoas que não aceita aceitam, já outras encara encaram normalmente.

Maria Isabella – 1ºF

27 07 2009
Professora Bianca

Aline,

Algum elemento do livro, em particular, incomodou você?

27 07 2009
alineholanda

A palavra não seria bem incomodar, mas um elemento que ele retrata no livro que me chamou atenção e me fez refletir foi como ele mostra como nossa sociedade está cada dia mais egoísta, mais gananciosa. Por exemplo, como as casas funerárias reagiram diante da notícia que a morte não estava mais atuando. Eles pensaram primeiramente em seu prejuízo, olharam só para o “próprio umbigo”, quanto dinheiro eles estavam perdendo. E isso é uma das características de boa parte da nossa sociedade atual. Esta crítica faz pensar que sociedade estamos construindo e que valores estamos deixando para os próximos que virão.

Aline Holanda 1º C

28 07 2009
Isaac Tôrres

Certo, Bianca. Concordo.

1- De acordo com meu post anterior, já foi dito que José Saramago não se fixou em um único ponto para fazer sua crise em As Intermitências da Morte. Mesmo com essa não-singularização, Saramago pode criticar mais em um segmento do que em outro (sendo, então, a Igreja, que é completamente medíocre; depende, pois, da crença de que Jesus ressussitou. Então, chega-se a conclusão que sem Morte não há Igreja.)
2 – Foi pededo pedido para eu aprofundar essa questão, mas, mesmo assim, devo ressaltar que Bianca não entendeu bem aonde eu queria chegar. Quando foi falado que a crítica ou mensagem mais profunda é a de que sempre queremos ser eternos, mas acabamos nos confrontando com a pesada velhice, que, como Saramago diz, acaba diz que acabamos nos tornando inúteis e sem valor para o corpo social.

Isaac Tôrres, 1o E

28 07 2009
otavio neto 1 f

O setor social mais duramente criticado por Saramago, não exatamente o setor, e sim o sua situação diante da “greve” da morte foi a igreja. Esta critica crítica fica bem evidente nos momentos em que a igreja reclama ao governo do país que sem a morte não haveria igreja, que ela chegaria ao fim, pois sem morte não haveria salvação.

O que mais me incomodou neste livro foram os problemas que uma vida sem morte traria para a sociedade de um país, mostra que a morte na nossa sociedade acaba se tornando uma necessidade, pois a sua ocorrência resolve vários problemas sociais, econômicos e políticos, resolve o problema de todos, porém o que me incomoda é exatamente isso, necessitarmos desta “coisa” que traz tanta tristeza para as pessoas.

otavio neto 1 f

28 07 2009
carolinambat

Como todos acham (e eu também) o setor mais afetado foi a Igreja. Houve vários outros setores, como os hospitais, seguros, funerárias e etc, mas nenhuma foi tão afetada como a Igreja. Não só a Igreja católica, mas de todas as religiões. Com o fato que acontece no livro, todos os princípios que “construíram” a Igreja e deram fiéis a elas foram duvidados pela morte questionados pela ausência da morte. Com isso, há uma reflexão nos seus seguidores sobre tudo o que foi dito e escrito sobre esse tema.
Uma crítica que não me incomodou, mas me ajudou a compreender o livro foi a crítica de Saramago à sociedade quando pensa na morte. A maioria da sociedade acha que a morte é uma coisa ruim, que só serve para acabar com a pessoa. Mas depende muito, pois quando a morte “saiu de férias” todos acabaram refletindo que morrer faz parte da vida, que a morte não é uma coisa ruim, principalmente para aqueles que já estão quase mórbidos mortos.

Carolina Tenório 1ºB

28 07 2009
alexandreloureirofilho

1- Os setores sociais postos em berlinda por Saramago na minha opinião foram a igreja e as casas funerárias. Ambas nessecitavam necessitavam da morte para sobreviver! É uma ironia, mas é a verdade (principalmente as casas funerárias).
2- A crítica mais pertubadora que Saramago fez a sociedade foi a de que se vivermos para sempre, nem tudo vai ser como pensamos, vai ser um “Deus nos acuda”. Já temos cerca de seis bilhões de pessoas no mundo, imagine se ninguém morresse!

28 07 2009
Guilherme França 1ºA

Os dois setores mais afetados pela falta da morte foram as funerárias e a igreja. Com as pessoas vivendo eternamente a igreja perdeu muitos fieis fiéis, pois suas idéias ideias de paraíso, vida pos pós morte e outras não valiam mais. Sem enterros sendo realizados as agencias funerárias iam a à falência, não conseguiam vender caixões nem organizar os enterros das pessoas.

A critica crítica que mais me incomodou neste livro foi a dor das pessoas com a falta da morte, muitas vezes elas estavam perto de morrer e não conseguiam, só traziam sofrimento para seus familiares.

28 07 2009
marcela albuquerque

O interessante do livro, é que ele traz uma coisa que todos (antes de ler) queriamos queríamos que acontecesse, que todos parássemos de morrer, mas Saramago nos faz ver de uma forma ruim, como os seres humanos agiriam, e desta forma ele faz suas criticas sociais.
Os setores mais afetados, foram afetados foram os hospitais, que não tinham leitos suficientes para acomodar os mortos-vivos, a igreja, já que sem morte não há ressurreição, e assim não há igreja, o governo, já que esse país era absolutista e a rainha estava quase morta, e dessa forma, incapacitada para governar, ninguém podia assumir o seu posto, já que ele é vitalício, e outras instituições, como as que tiram proveito da morte, como as casas funerárias, e as empresas de seguros de vida, que sem morte não poderiam lucrar.
O que mais incomoda no livro, é que uma coisa que era para ser boa, viver com as pessoas que amamos para sempre, acaba se tornando ruim por causa do dinheiro, e depois disso, as pessoas começam a querer tirar proveito da situação de desespero das outras, como a maphia por exemplo, cobrava caro, para matar as pessoas que estavam na à beira da morte mais mas não conseguiam morrer.

28 07 2009
marinapedrosa

I- Como a maioria já disse, nem tem mais graça eu dizer, que o setor mais afetado foi a Igreja!A Igreja Católica é baseada na ressureição de Cristo, na crença do de um deus supremo, e que todos nós seremos julgados depois da morte, e dependendo do julgamento, iremos para o céu, paraíso, o purgatório, ou inferno.

Se ninguém mais morre, ninguém poderá viver eternamente no paraíso, e com isso vai-se a base dos fundamentos de todos os argumentos da Igreja, o “faça isso e guarde seu lugar no céu” não tem mais nenhum valor, agora todos viviam num verdadeiro inferno. Talvez esta minha abordagem tenha sido meio antiquada, passa uma ideia de uma Igraja corrupta, mas foi essa a ideia que eu tive quando li.

Outro problema que a Igreja infrentaria enfrentaria seria o caso de Deus. Se ele é o ser supremo, onde estaria ele agora num momento tão crítico? Porque uma entidade como a morte seria responsável pela situação se o nosso destino é determinando por Deus, será que Deus não teria nenhum poder sobre ela? Resumindo, todos os dogmas da Igreja estavam em xeque, com a “greve da morte”.

II- O que me incomodou bastante, foi bastante foi quando ele tratou dos asilos, e do tratamento dos filhos com seus pais já velhos. É fato que chega uma idade na vida, que a pessoa vai começar a desenvolver alguns problemas de saúde, há também algumas perdas físicas, todos estes fatos fazem parte da vida. Mas é bastante doloroso, tratar os idosos como verdadeiras “malas sem alça” que só servem para atrapalhar, o pior ainda é saber que isto acontece em nossa sociedade.

Outra ponto que é bom ressaltar, é o egoísmo dos homens, nem em crise o ser humano pensa em agir em comunidade, é cada um querendo puxar a sardinha para o seu lado! E no meio de tantas críticas à sociedade, Saramago deixa uma mensagem muito bonita, como disse Hannah: a morte é importantíssima para manter a ordem em nossas vidas. É interessante como ele consegue tratar de um assunto tão delicado, um pouco até repugnante, de uma forma tão profunda, fazendo que nós repensemos a imagem que temos da morte

Qualquer equívoco meu, ou se não fui clara em algum momento, por favor me falem!

Marina Pedrosa 1 A

29 07 2009
Raphaela França

O setor que foi muito mais afetado foi a Igreja, por todos os ideais que ela prega, e sem a morte, quem acreditaria na existência de um ser supremo e imortal,ou no juízo final? Se bem que eu, particularmente acharia eu, particularmente, acharia que estávamos no fim dos tempos, e que a imortalidade seria uma forma de vermos o quanto a vida é boa, e reclamamos tanto dela, que nem sempre aproveitamos tudo o que ela nos oferece.
Na verdade, o livro passa a imagem de que, sem morte, não há vida! O caos que se acometeu sobre tudo, nos lembra que fazemos parte de um ciclo, com início meio e fim. (deja vu sobre O rei leão agora…)

Bom, concordo com Isabella, que Saramago faz a crítica às pessoas em geral, que nunca se satisfazem com o que tem têm, sempre querendo o “impossível” , acabando em não aproveitar a sua própria vida, e morrem se lamentando pelo tempo perdido.

29 07 2009
Catarina Pinheiro - 1A

Muitos setores foram bastante prejudicados como as funerárias, o governo, os hospitais por terem muitos pacientes sofrendo muito e sem morrer e com varias pessoas entrando doentes. Porém acho que a igreja sofreu fortes pressões dos fieis e de todos não católicos que habitavam aquele país, pois se as pessoas não morressem não iria ter a vida após a morte, os anjos e santos não iriam servir nas preces das pessoas para melhorar suas vidas.
Cito nesse fragmento da página 75 do livro:

“A igreja, como não podia deixar de ser, saiu à arena do debate montada no cavalo-de-batalha do costume, isto é,os desígnios de deus são o que sempre foram, inescrutáveis, o que, em termos correntes e algo manchados de impiedade verbal, significa que não nos é permitido espreitar pela frincha da porta do céu para ver o que se passa lá dentro. Dizia também a igreja que a suspensão temporal e mais ou menos duradoura de causas e efeitos naturais não era propriamente uma novidade, bastaria recordar os infinitos milagres que deus havia permitido se fizessem nos últimos vinte séculos, a única diferença do que se passa agora está na amplitude do prodígio, pois que o que antes tocava de preferência o indivíduo, pela graça da sua fé pessoal, foi substituído por uma atenção global, não personalizada, um país inteiro por assim dizer possuidor do elixir da imortalidade, e não somente os crentes, que como é lógico esperam ser em especial distinguidos, mas também os ateus, os agnósticos, os heréticos, os relapsos, os incréus de toda a espécie, os afeiçoados a outras religiões, os bons, os maus e os piores, os virtuosos e os maphiosos, os verdugos e as vítimas, os polícias e os ladrões, os assassinos e os dadores de sangue, os loucos e os sãos de juízo, todos, todos sem excepção, eram ao mesmo tempo as testemunhas e os beneficiários do mais alto prodígio alguma vez observado na história dos milagres, a vida eterna de um corpo eternamente unida à eterna vida da alma. A hierarquia católica, de bispo para cima, não achou nenhuma graça a estes chistes místicos de alguns dos seus quadros médios sedentos de maravilhas, e fé-lo saber por meio de uma muito firme mensagem aos fiéis, na qual, além da inevitável referência aos impenetráveis desígnios de deus, insistia na ideia que já havia sido expressa de improviso pelo cardeal logo às primeiras horas da crise na conversação telefónica que tivera com o primeiro-ministro, quando, imaginando-se papa e rogando a deus que lhe perdoasse a estulta presunção, tinha proposto a imediata promoção de uma nova tese, a da morte adiada, fiando-se na tantas vezes louvada sabedoria do tempo, aquela que nos diz que sempre haverá um amanhã qualquer para resolver os problemas que hoje pareciam não ter solução.”

Uma crítica que me incomodou muito foi logo no começo quando o um homem teve a ideia de atravessar a fronteira para enterrar o senhor mais velho e a criança e seu “amigo” viu e espalhou para a cidade toda. Mais tarde todos estavam fazendo isso.

Catarina Pinheiro – 1A

29 07 2009
Tiago Moraes

Todos os setores tiveram grandes prejuizos, porém acho que o mais afetado foi a igreja. A igreja pois apos seculos após séculos estava sendo desmentida, sempre falou de morte e ressurreiçao ressureição, porem porém não havia mais mortes, e sem mortes não tinha como haver ressurreiçao ressurreição. Com isso a moral da igreja estava cada vez mais baixa.

A critica crítica mais forte a nos no meu ponto de vista foi nós, no meu ponto de vista, foi a de que sempre que um parente morre, ficamos culpando a morte, que ela não devia ter feito isso, agora sem a morte, estamos vendo como seria o mundo sem a morte deles.

1º ano ” B “

29 07 2009
Artur Dubeux

Ao longo do livro, vemos a dificuldade de vários setores sociais para tentar driblar o fim da morte.
Entre esses setores sociai estavam: os seguros de vida, os asilos ( ou casas de feliz ocaso, como eram chamadas no livro), as agencias funerárias, a venda de caixões, os hospitais e até mesmo a igreja ( “se não há morte, não há ressurreição).

Entre todas as críticas ao ser humano e a sociedade que o livro mostra, uma me chamou atenção. Essa crítica é feita pela morte aos seres humanos, a qual diz que nós estamos sempre querendo fugir da morte, por esta razão a morte diz ter entrado em “greve”, para mostrar que a vida sem a morte é horrível.

Artur Dubeux 1ºF

29 07 2009
cassandra14

Assim como outros colegas meus já citaram o citaram, o setor mais afetado foi a Igreja, sim. Porque sim, porque a morte é fundamental para a realização do reino de Deus, então se não há morte não há ressurreição, paraíso, inferno e etc e se não há ressurreição como à a igreja irá continuar a pregar a palavra de Deus?!

A crítica feita por Saramago é sim a à nossa vontade de nunca morremos morrermos, e ele nós nos faz abrir nossos olhos, pois se não houvesse a morte os hospitais estariam um caos, asilos lotados, a população crescendo sem parar. E afinal um dia chegará a horas de todos nós, e iremos descansar dessa vida. Mas além da igreja o Mas, além da igreja, o hospital também foi prejudicado, pois as pessoas que sofriam diversos acidentes ficavam em “estado de vida suspensa” ou de “morte parada” sem reversão do quadro.

Cassandra Lopes 1º “F”

29 07 2009
julianapitta

1. Do mesmo modo que vários colegas, eu também senti que uma maior crítica de Saramago foi para a Igreja, ele fala de vários setores que foram afetados, mas o que mais “perdeu” com tudo isso foi a igreja. Pelo fato de que a A morte é uma parte essencial do ciclo da vida, desde que existe vida existe morte, então viver sem ela de uma hora para outra muda tudo, e claro que afeta tudo ao redor, tanto a religião como também a política e a economia. Porém o setor mais afetado com certeza foi a Igreja, pelo fato de que a “falta” da morte vai totalmente contra os princípios da igreja, já que sem a morte não pode haver ressurreição e sem ressurreição não tem sentido haver igreja.

2. A crítica social que mais me afetou foi quando ele mostra que as pessoas nunca estão satisfeitas com o que possuem, esse sentimento de que nunca nada está bom o suficiente não leva à infelicidade, e eu acredito, que a vida foi feita para as pessoas serem felizes e não viverem pensando em como poderiam ser ou no que poderia ter. Eu senti essa critica crítica primeiro, quando as pessoas param de morrer, durante séculos as pessoas procuraram meios de viver eternamente, à procura pelo elixir da vida ou pela pedra filosofal que consegue curar todas as doenças, prolongando a vida indefinidamente, até em algumas mitologias é possivel perceber o desejo da imortalidade. Porém quando as pessoas finalmente param de morrer, são só reclamações. Logo depois, quando a morte decide avisar antes de matar alguém, tambem também são só reclamações.

Juliana Camboim Pitta 1º E

29 07 2009
osvaldohenriquec

1.Os setores mais agredidos com a greve da morte foram: as funerárias (como lucrar?), os seguros de vida (a família ficaria sem os bens do falecido?) e obviamente a igreja (como ela iria ensinar a sociedade a questão da ressurreição?).

2. Em relação ao livro, faço a seguinte crítica: em relação aos idosos, Saramago os retrata como se fossem um nada, considerando-os como um problema a mais na vida de cada família. Na minha opinião isso está completamente errado , pois foram eles que construíram “o mundo de hoje”, no entanto devem ser respeitados..

Osvaldo Henrique do 1º ano A

29 07 2009
luizgeraldo10

O setor mais criticado por Saramago, a meu ver, foi a Igreja Católica. Isso pode ser claramente visto no trecho em que o cardeal revela qual a finalidade da existência da Igreja durante um diálogo com um filósofo:

” – Tem razão, senhor filósofo, é para isso mesmo que nós existimos, para que as pessoas levem toda a vida com o medo pendurado no pescoço e, chegada a sua hora, acolham a morte como uma libertação.
– O Paraíso? – perguntou o filósofo.
– O Paraíso, o inferno, ou cousa nenhuma, o que se passe depois da morte importa-nos muito menos que o que geralmente se crê. A religião, senhor filósofo, é um assunto da terra, não tem nada que ver com o céu.
– Não foi o que nos habituaram a ouvir.
– Algo teríamos que dizer para tornar atractiva a mercadoria.
– Isso quer dizer quem em realidade não acreditam na vida eterna?
– Fazemos de conta. – respondeu o cardeal.”

(Pág. 36. Editado para a norma padrão)

2. A crítica que mais me incomodou foi a dos republicanos, que, aproveitando-se da situação de “greve” da morte, queriam tomar o poder e destituir a monarquia, introduzindo na política do país um regime republicano. O argumento deles era que um rei nunca iria morrer e assim teria de ser hereditariamente substituído, o que geraria mais tarde, uma enorme quantidade de antigos reis “vivos-mortos” que precisariam ocupar hospitais reais e estes, por sua vez, aumentariam gradativamente.

Essa crítica mancha ainda mais a imagem dos políticos que pretendem se aproveitar das mais delicadas situações para derrotarem seus adversários. Escancara a ganância deles pelo poder! Pensei bastante, após ler esse trecho, que são pessoas dessa índole que governam o nosso país e somos nós mesmos que os colocamos no poder!

Luiz Geraldo – 1º D

30 07 2009
rafavilarim

Com certeza a igreja é um dos fatores setores sociais mais afetados. Pois afetados, pois a igreja afirma que entre nós existe a vida eterna após a morte, o encontro com Deus. Mas sem a morte, essa vida eterna deixa de existir e os fiéis passam a não acreditar mais naquela crença.
Outra coisa afetada é o comércio, com o sistema funerário. Sem morte, quem iria comprar caixões? A venda iria se reduzir ao mínimo e assim iria à falência.

Já a crítica que mais me incomodou neste livro, foi a respeito de que mesmo sem a morte, com a imortalidade, uma coisa que antes de acontecer pode ser considerada perfeita, mas com o passar do tempo se tornou muito pior, pessoas tentaram ganhar dinheiro em cima desta situação, mostrando o exemplo disso, a criação da Máphia.

Rafael Vilarim 1ºF

30 07 2009
marcosdebarros

Sem dúvida a Igreja foi a instituição mais duramente criticada por José Saramago, já que toda a fundação da Igreja é baseada única e exclusivamente na ideia da existência da morte, sem ela, a permanência da Igreja na sociedade é impossível. Saramago mostrou todos os pontos negativos da inexistência da morte, nos fazendo refletir se realmente o mundo seria melhor sem ela. Nenhum elemento em particular do livro chegou a me incomodar.

Marcos de Barros 1º B

30 07 2009
victoriarruda

1- Eu acho que os setores mais prejudicados foram a Igreja e as funerárias. A igreja porque ela prega a morte como o início de uma nova vida, e como haveria uma nova vida se não existisse morte? E as funerárias também saíram no prejuízo porque (é óbvio) que se ninguém morre ninguém mais vai precisar de caixões nem cemitérios.

2- Eu acho que a crítica que Saramago faz é que ele quer nos mostrar como o mundo seria um caos se não existisse morte, pois às vezes quando pois, às vezes, quando pensamos “seria legal se ninguém precisasse morrer” nós morrer”, nós não pensamos em como isso afetaria a tudo e a todos. E é isso que Saramago quer nos dizer: Como como seria o mundo sem a morte.

Victoria Arruda – 1ºA

30 07 2009
victormarquim

Acredito que o setor mais afetado tenha sido a Igreja, pois, como encontramos na página 18 do livro: “(…) Sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja(…)”. A Igreja prega a ressurreição e a vida após a morte. Mas como isso seria possivel, se ninguem morresse mais?

A crítica ao ser humano feita por Saramago que eu acredito ter sido a mais dura foi a de que, nós não sabemos o que queremos ao certo, desejamos a vida sem a morte, mas sem levar em conta as consequências disso. Saramago quer com isso, acredito eu, nos mostrar o quão importante é a morte, e com ela a renovação da vida. Também que devemos tomar cuidado com nossas escolhas e desejos, tudo tem dois lados, à primeira vista, pode parecer maravilhoso viver para sempre, mas após ler este romance, acho que ninguem ninguém quer mais 😀

Victor Marquim 1ºF

30 07 2009
Ricardo

Na minha opinião houve varios vários setores afetados pela “greve” da morte como: os hospitais que hospitais, que não tinham leitos o bastante para os doentes, os asilo, as funerárias, os seguros de vida, ect. Quem foi mais afetado foi a igreja que não tinha mais como pregar o renascimento e a vida eterna após a morte.
Saramago crítica critica a vontade de todos da imortalidade, mostrando as faces ruins da própria e como ela afeta muitas pessoas. O autor comprova que a vida deve ser curtida pois curtida, pois ela é curta.

30 07 2009
Arthur Amorim

O setor social cujo o qual foi mais prejudicado foi a igreja, pois com a greve da morte as ideias de reissurreiçao ressurreição de Cristo seriam contestadas. Alem de contestar contestadas, além de se contestar a vida eterna.

A crítica foi aos idosos pois idosos, pois Saramago chama-os de inuteis pois inúteis, pois eles nem morrem e tambem não fazem nada da vida.

Arthur Amorim 1 º D

30 07 2009
Melyna Cavalcanti

Os setores mais afetados foram a Igreja e as funerárias. Como já foi dito por alguns colegas, como a Igreja iria pregar a vida eterna no paraíso se ninguém morre? Que Sem ressurreição não há Igreja. Os seus princípios iriam ser contrariados com a tal “greve”. E as funerárias, não conseguiriam vender seus serviços porque não haveria mortos, assim então, seriam prejudicadas e acabariam fechando as suas portas.
A crítica social feita por Saramago, é que ele crítica a vontade das pessoas de nunca morrer, que a morte é necessária, sim, para o então ciclo da vida acontecer. Ele mostra o quanto seria ruim para uma sociedade se não houvesse mais mortes, o quanto seria doloroso para uma pessoa ficar sofrendo à beira da morte, sem poder morrer. Saramago só quer que pensemos mais na nossa vida, para aproveitá-la bastante, porque nunca sabemos o que irá acontecer no dia seguinte.

Melyna Cavalcanti – 1º A

30 07 2009
lucasvasconcelos

1- Os setores sociais que foram mais afetados foram: a igreja ( porque sem morte não haveria ressureição nem o “inferno” que era as coisas que a igreja falava, e agora não tinha mais significado) , as casas funerarias ( não havia porque comprar um caixão ou pagar para a realização de um funeral se não ia morrer mesmo) e as seguradoras de vida ( também não tinha necessidade de fazer um)

2- Com certeza a crítica mais importante de Saramago foi que as pessoas nunca estão contentes com nada, sempre tem que ter algo que não gostem. Antes ficavam reclamando da morte, e já sem ela viram que para a sociedade a morte seria necessária.

Lucas Vasconcelos 1° F

30 07 2009
Guilherme Aquino

A critica social e econômica foram as que mais me chamou atenção. Com O fim da morte iria abalar vários setores, principalmente a organização e o pensamento da sociedade em relação ao fato de que nenhuma pessoa mais morreria , o setor econômico seria extremamente abalado com o fim da morte, pois desde os funerais as empresas que organizavam desde as empresas que organizavam os funerais, que junto com isso tem os cimitérios cemitérios, os hospitais, entre outros.
O próprio livro mostra o sofrimento das famílias que “assistem” os seus parentes sofrerem mais mas sem poder faser fazer nada pois eles não iriam morrer, então começam a tomar medidas precipitadas com intenção de diminuir o sofrimento de quem tá vendo os parentes quase mortos, para outros países.
1ºC

30 07 2009
Guilherme Aquino

Eu penso que o setor mais afetado foi a Igreja, como algum de meus colegas citaram em comentários anteriores. A morte é algo muito importante para a crença de religiões, com a falta da mesma, as histórias seriam contadas de outras maneiras ou até não existiria, um exemplo é a morte de Jesus o filho de Deus, que foi morto com intuito de salvar seus seguidores. A Igreja perderia toda sua soberiania soberania, pois tudo aquilo que ela buscava mostrar seria de um certo modo mudado completamente dos fatos.
1ºC

30 07 2009
Guilherme Aquino

Saramago explica de um modo mais concreto, porém ele não muda de jeito nenhum seu ponto de vista, pois ele é ateu e acredita que mostrando os fatos de outra maneira no livro (que ele usa como apoio ao seu próprio ponto de vista de que Deus não existe). A Igreja que foi o ponto mais afetado na minha visão do livro é apenas ambição pura, que nós nos leva a crer em coisas que não existem e que não valem apenar acreditar.
1ºC

30 07 2009
Guilherme Aquino

Meu pensamento foi que Saramago fez sim uma crítica maior à igreja. A crítica que me encomodou incomodou também junto também, junto com as outras que eu citei em comentários acima. Ele acima é que ele fala dos idosos como se eles fossem “imprestáveis”, alguns deles não podem faser fazer muita coisa, mais mas isso não vem ao fato, pois eles são pessoas com maior sabedoria do que nós e merecem um respeito maior até do que nóss. Há um tempo atrás eles eram como nós hoje.
Guilherme Aquino 1ºC

30 07 2009
priscilajales

É mesmo Bianca,os bombeiros não foram afetados em nada, somente os hospitais.
E a segunda parte me desculpe porque eu me equivoquei totalmente, o que eu quis dizer foi que a religião não precisa da morte para existir, pois se você tem fé você acredita e pronto ,não precisa de um “porquê”. A parte “Por Saramargo ser ateu acho que ele levou mais para o lado dele, do que ele pensa, pois a religião está meio que fundamentada na morte , pois se não há morte não há ressureição, mas isso foi no passado, então ele poderia ter sido menos frio com relação a isso e ter dado as duas opções, pois pra uma pessoa religiosa isso realmente choca, pois com morte, ou sem morte, se você acredita em Deus há religião.” pode deletar isso , eu não quis passar esta visão. Obrigada pelo toque 🙂 😉

Priscila Jales 1º E

30 07 2009
Catarina Farias

O setor da igreja foi o mais duramente criticado pois criticado, pois, sem a morte não morte, não tem mais sentido pregar a vida eterna mas eterna, mas o setor dos hospitais também foi bastante criticado, uma vez que o número de pacientes subiu rapidamente e não se tinha como dar assistência.
A crítica que mais me incomodou foi a de que nos seres humanos nunca querermos morrer, sabemos que é ciclo da vida e por isso é necessário, mas nunca queremos que a morte chegue “cedo”e Saramago quis mostrar o quanto a morte é importante, e que devemos aceitá-la melhor, além de que com sua ausência haveria diversos problemas sociais.

30 07 2009
José Arthur Viana de Oliveira Pimentel

1- Bom, para mim, um dos setores mais afetados segundo Saramago foi a, com certeza, a igreja , pois após sensor da morte como a igreja conseguiria pregar os suas crenças na sociedade? Temos como exemplo a ressurreição de Jesus Cristo e por causa da greve da morte, a igreja não vai ter nenhuma explicação para as suas pregações, como o exemplo acima a ressurreição e assim acabara entrando em crise.
2- A critica crítica de Saramago mostrada no livro sobre a sociedade é que ele irá mostrar quanto seria ruim se num determinado momento histórico não houvesse a morte e a consequência da greve da morte seria a alta crise na economia da sociedade. Saramago também nos mostrar a vontade de todos sermos eternos e mais além o nosso medo da morte.
1 F

30 07 2009
Matheus Ciarlini

Obviamente, a Igreja. Pois Igreja, pois sem a morte não há Igreja, a mesma prega um paraíso e a vida eterna ao lado de Deus após a morte, se estamos sem a morte não tem como seguirmos essa pregação, do mesmo modo não poderia haver ressurreição. Assim imagino, qual seria o papel da Igreja sem a morte? Do mesmo modo a Igreja não pode afirmar que a vida eterna veio por vontade divina, já que afirmando isso estará dizendo que Deus quer o seu próprio fim, sendo uma ideia absolutamente sacrílega, ou até a pior das blasfêmias (Página 18, linhas 23 até a 26).

A crítica que José Saramago fez que mais me incomodou foi a do ser humano só ver o lado bom das coisas (esta implícito no livro), e não perceber que tudo tem seu lado ruim apesar ruim, apesar de que o que é bom pode se sobrepor ao que é ruim, do mesmo jeito o contrário. Sem a morte a maioria pensa, “Po, nunca vou morrer então não tenho com o que me preocupar”, sim… você não vai morrer, mas pode ficar entre a vida e a morte em um quadro irreversível nunca melhorando, mas também nunca piorando, pois vai chegar a um ponto em que seria a morte. Depois de um tempo haverá uma população imensa chegando a um ponto incontrolável. Não haverá emprego então aumentará a pobreza. Qualidade de vida baixíssima, aumento da poluição, hospitais super lotados, cemitérios inúteis, falta de moradia, baixo índice de escolaridade. Enfim, ter vida eterna para ficarmos desse jeito, prefiro a existência da morte do que tal sorte. (meio paradoxo na vida real, não ?)

30 07 2009
Larissa Ponce de Leon

Bianca,

A crítica que Saramago faz em relação à sociedade é de como a morte sustenta um mercado, como sem ela muitos setores param de funcionar e , por exemplo a venda de caixões, é um tipo de comercio comércio que nunca se pensou que pudesse quebrar já quebrar, já que pessoas morrem todos os dias, até a morte parar de interferir na vida humana e ninguém morrer, o morrer. O que era certo de ser vendido passou a ser impossível de ser vendido.
Sem morte, seguros de vida também não funcionam, as pessoas perdem a crença no que a igreja prega sobre morte, vida após a morte e ressureição. Na minha opinião, o ser humano é tão ambicioso e mercenário que quer ganhar dinheiro até com a morte.

A crítica que mais me incomodou foi sobre a ambição do ser humano que ganha dinheiro com a morte e até sem ela, mesmo que muitos tenham sido prejudicados financeiramente, arrumaram um jeito de ganhar dinheiro nem que fosse levando as pessoas que estavam à beira da morte, para morrerem.

30 07 2009
joaovictorgomes

Concordando com os colegas acima, creio que Saramago direcionou suas críticas mais duras às instituições religiosas que pregam uma vida depois da morte (em especial à Igreja), já que, com uma “greve da morte”, as pessoas estariam encerradas na Terra, não podendo passar para o outro estágio da vida, o que destruiria a Igreja, pois a vida eterna após a morte não seria possível sem a mesma (morte), e a Igreja não teria mais como preparar os mortais para fazer a travessia se eles não pudessem morrer.

Acho que Saramago critica a inquietação humana, ou seja, o fato das pessoas nunca estarem satisfeitas com o que tem têm. Na obra dele, a sociedade, que tanto reclama da morte, se vê ainda mais desesperada sem ela. Isso mostra quanto os homens são tolos quando mexem com forças além do alcance de sua compreensão, e que não devem ser mudadas. Também nos faz pensar as consequências de tudo que desejamos, para que os sonhos não se tornem verdadeiros pesadelos.

João Victor 1ºA.

30 07 2009
danilonobrega

De uma forma geral todo mundo seria pelo menos um pouco prejudicado com a greve de mortes, naturalmente alguns sofreriam mais, como é o caso das igrejas e alguns comércios.As igrejas seriam os maiores prejudicados pois sem morte seria impossível pregar, e explicar, a ressureição e o renascimento, e outras coisas mais.Já na parte do comércio a área mais prejudicada foi a área funerária, pois sem mortes eles não teriam como, e para quem, vender caixões, a não ser que alguem queria comprar somente para se prevenir
1°F

30 07 2009
rafaelalves94

Durante a leitura na parte da greve da morte, entendo melhor a história agente história. A gente percebe que muitos setores sociais foram abalados, os hospitais sofrem com a quantidade de pessoas doentes que só faz aumentar, e como não ocorrem mais mortes não tem diminuição de pacientes e sim um aumento excessivo. O Governo que não tem condições de atender as nescessidades dos doentes, a própria Igreja sofre com a suas idéias colocadas em dúvida. Enfim, acho que todos ou quase todos os setores foram abalados com a greve da morte. No livro a crítica que mais me incomodou foi a crítica sobre a Igreja, uma vez que independente da situação nós não poderíamos duvidar do que a Igreja nos mostra, ela fala sobre Deus e acho que isso não deveria nunca ser colocado em contradição.

30 07 2009
Mariana

Eu acho que o setor social mais prejudicado foi a igreja, pois sem a morte como a igreja pregaria o renascimento? como ela explicaria o motivo de certas pessoas terem o mérito de possuir a vida eterna? Apesar de achar que as funerárias, seguros de vida e o restante dos outros setores também foram extremamente abalados a igreja para mim teve um colapso maior.
Saramago nos mostra o lado ruim de um ser imortal. Ele comenta que sendo eternos nossas dores também seriam eternas, que essa ausência de morte traria problemas tanto para as pessoas em estado terminal quanto para a sociedade em si.
Saramago também nos passa uma mensagem muito bonita em relação à vida na Terra, que Terra. Levando em consideração de que a morte não avisa quando vai chegar, devemos aproveitar cada dia com intensidade como se fosse o último por que um dia vai ser mesmo.

Mariana Martins 1º C

30 07 2009
ileanajustiniano

A meu ver o setor social mais criticado por Saramago foi a igreja. Pois à igreja, pois as pregações da igreja são justamente sobre a ressurreição, ir para o paraíso caso seja um bom fiel. Mas como não há mais morte, ninguém vai mais para o paraíso, então não é mais necessário se apegar a uma religião, além religião. Além disso, outra dura crítica à igreja é feita quando o cardeal diz “… neutralizar, com a fé, o espírito dos curiosos” ou quando ele diz “ nós não temos feito outra cousa do que contradizer a realidade”, eu acho a parte dessas duas frases as que mais criticam a igreja mostrando seus mensageiros como pessoas que pensam somente em seu bem, e a igreja como algo que cria uma realidade e impõe aos fieis, só para assim ter alguma influência sobre eles.
Este livro me passou algo que acho ser o que mais me incomodou, ele critica o nosso medo incessante do que é desconhecido para nós, não morte, mas sim o que vem depois dela (se vir algo) se realmente existe céu e inferno ou qualquer outra coisa depois desta vida, este é o verdadeiro medo da sociedade, e as nossas várias formas de contorná-lo ( daí as tentativas do homem de conseguir viver para sempre) e deixar este medo menor, seja tratando a morte de modo pejorativo, como Thereza disse, ou acreditando em uma religião que prometa transcender, reencarnação ou paraíso. Além disso, algo que também criticado é como a sociedade vê a morte, algo de outro mundo que acabará com tudo, mas nunca para pra pensar e ver que na verdade a morte faz parte do ciclo natural da vida.
Ileana 1B

31 07 2009
brunocarvalho10

Todas os setores sociais que foram citados pelo livro possuíam seus argumentos para mostrarem insatisfação e preocupação com qual seria o seu futuro, tanto as funerárias, os seguros de vida, e os asilos, porém asilos. Porém pode ser percebido nas primeiras páginas do livro através livro, através principalmente de diálogos feitos entre um bispo da igreja e um dos o primeiro-ministro que a igreja principalmente em sua visão a apóstolica romana pelo romana, pelo fato de diversas teorias e explicações terem sido criticadas é a principal criticada. Porém quando Porém, quando a morte retorna a matar, ela é também a mais procurada a ponto das igrejas como igrejas, como foi narrado estarem narrado, estarem lotadas de pessoas para se confessarem.

O que me chama atenção seria algo que nunca eu teria me questionado que é em relação a não existir morte, pois é algo desejado por todos seres humanos se não analisamos quais são suas consequências, porém temos que ter cuidado quando queremos algo e temos que colocar esses desejos em uma balança para vemos os benefícios e prejuízos que essa vontade pode trazer o que é bastante comentado com argumentações pelo autor tanto pelo lado social e financeiro.

BRUNO CARVALHO. 1ºD.

31 07 2009
Fernando Lima

Na sua obra, Saramago mostra como a sociedade fica abalada com a “greve da morte”. Nela todos os setores da sociedade ficam abalados com o ocorrido. A Igreja foi muito afetada pois como as pessoas não estão mais morrendo, todas as idéias ideias religiosas entram em conflito. A Igreja não pode mais pregar sobre o renascimento já que não existe mais a morte. A Igreja acaba entrando em contradição. Sem a morte não há mais funerais, os vendedores de caixões não vendem mais nada e todos os outros setores ligados á morte não tem mais lucros. Já que as pessoas não morrem nem se curam, deixando os hospitais ficam lotados.
Eu penso que a principal crítica que Saramago cita no livro, é que a nossa sociedade enxerga a morte como o pior acontecimento na nossa vida (já que morrer é nossa única certeza). A população tenta retardá-la ao máximo. Ele mostra que a morte “é um mal necessário” para a existência humana, já que a morte faz parte da vida.

Fernando Moura Lima 1° E

31 07 2009
stycklu

1- O setor que mais foi criticado por Saramago na história é a igreja pois a partir da “greve” da morte , a resurreição passa a ser uma verdade questionável para os seus seguidores pois sem a morte como pode ter a resurreição?

2- O que mais me incomodou foi o fato de que a partir da leitura desse livro você percebe que a morte é a coisa mais natural do mundo e que sem ela o mundo seria um desastre .

31 07 2009
Laura 1º A

A partir do livro foi possível observar como seria nossas vidas sem a morte, o transtorno na vida social. Sem falar da ligação com o mundo material, a dependência do mundo capitalista, e os seus meios de sobrevivência. Um ponto muito interessante do autor, que nos faz refletir sobre essas ligações e dependências. Os meios hospitalares começaram a ficar superlotados, as funerárias e as seguradoras falindo, a igreja batendo de frente nas opiniões, os políticos assustados sem controle da situação …
A crítica mais reveladora é a da Igreja que nos faz refletir sobre nossos conceitos básicos da sociedade, a religião, a origem de tudo, do surgimento da vida. Sem morte, não haveria ressurreição e nada teria sentindo na Igreja. O que seria de toda tradição religiosa, de toda cultura humana? Quais seriam então as explicações?

31 07 2009
Lorraine

O setor social que mais se prejudicou foi a Igreja Católica, após do “desaparecimento” da morte. Mas porque ela teria se prejudicado? A igreja foi intensamente prejudicada, pelo fato de defender que, após a morte existe a ressurreição, e sem a mesma não haveria o ato de ressurgir. Em um lugar onde, a onde a igreja dizia para a população que, o que o que acontecia era porque Deus, o todo poderoso, quis e seria para o bem de nós todos, e a população vendo que coisas agravavam cada vez mais. O mais, o povo , no desespero do sofrimento, não sabia a mais quem recorrer. Pois, a A igreja não tinha respostas, e se Deus não os ajudava, mesmo vendo que eles estavam sofrendo, TODOS passaram a NÃO acreditar mais nesse Deus, e tentar “se livrar da vida” da sua própria forma. Além desse setor ser afetado, outros setores sociais também foram postos em berlinda tais como: as funerárias, os lares, as companhias de seguros e os hospitais.
A crítica à sociedade e ao ser humano feita pelo livro que mais me incomodou, foi a questão dos idosos. Por falar que eles são inúteis, não têm utilidade, como a maioria dos idosos sofrem de doenças, ocasionadas pelo avanço da idade, não só os agoniavam isso os fazia sofrer, mas também àqueles que cuidavam dos idosos, vendo todo aquele sofrimento, não podendo por um fim em tudo aquilo. Por fim, a boa notícia da morte desaparecer, não parecia boa a quase ninguém.

31 07 2009
Rodrigo Barros

1- O maior alvo das críticas de Saramago foi o governo e seus governantes. Por consequência de ninguém mais morrer, os hospitais ficaram lotados e sem condições para atender todos de uma forma digna igualitária, infelizmente isso acontece no nosso dia à dia mesmo sem “greve” de morte. Dentre todos os fatores afetados pela “greve” de morte, o mais importante deles é o da saúde pública, mas também podemos citar outros fatores, como: as funerárias que não vendiam mais caixões, a igreja começara a ser criticada porque não existia mais a vida após a morte e outras teses defendidas por ela.

2- A crítica social de Saramago que mais me incomodou ficou explícita quando ele faz com que seu leitor entre no mundo da imaginação que é proposto em seus livros e perceba que aquilo não é simplesmente imaginação e que ocorre no nosso dia à dia, e muitas vezes nós nem percebemos, pois não nos atinge. Além disso, o ser humano não queria morrer e nem acreditar na dura realidade, mas quando esse “sonho” de não morrer se realiza, todos querem que a morte volte a atuar, pois não suportaram as consequências.

Rodrigo Barros 1º C

31 07 2009
Professora Bianca

Isaac,

Então o que te incomodou mais foi a visão da velhice. Entendo. Mas eu acho (isso é uma opinião particular, não significa que a sua percepção esteja errada) que não é a velhice em si que é criticada por Saramago, porque o livro apresenta uma situação irreal, da velhice eterna. Nenhuma pessoa idosa chega ao estágio de degradação física que é previsto no livro, então Saramago não se refere às pessoas reais. Além disso, essa condição, da velhice perpétua e cada vez mais intensa, não é uma escolha, é uma imposição. As pessoas não escolheram ficar naquelas condições, não podendo se dar a ela um status de culpados. Tanto é assim que temos o personagem do ancião, que pede à família que o conduzam para a morte enquanto ele ainda consegue ter discernimento e expressar suas vontades.

31 07 2009
Professora Bianca

Otávio,

Esse ponto é muito incômodo mesmo. Quem já viveu perdas pessoais, de pessoas próximas que amava, sabe exatamente do que você está falando. Mas, ao mesmo tempo que é incômodo, é preciso aprender a conviver com ela. Não há nada mais natural do que se morrer um dia.

Acho que o problema maior é que a morte se tornou um tabu para nós. Evita-se falar nela, pensar nela a todo custo, e quando se faz isso, ou há uma sensação de se pisar em ovos ou de que há algo de mórbido, de doentio na situação. Talvez por isso ela choque tanto, doa tanto, amedronte tanto.

31 07 2009
kamilasouza

Os médicos, enfermeiros, pesquisadores e religiosos mudaram suas rotinas com a nova greve da morte: idosos com muitas dores, acidentes sem mortes e doenças não-mortais faziam os médicos e seus ajudantes cada vez mais sobrecarregados; pesquisadores se dedicavam duramente para desvendar o caso e religiosos duvidavam no que a princípio acreditavam. Mas os que foram mencionados mais duramente por Saramago são os negócios das casas funerárias, a sobreocupação dos aslos e os seguros de vida.

A crítica feita pelo livro à sociedade que mais me afetou foi a reação das pessoas diante do acontecimento. Uma vez que Saramago tem a intenção de generalizar as características dos personagens, suas reações impensadas e não previamente analisadas estão voltadas diretamente para nós.

Kamila Barreto. 1º A

31 07 2009
Professora Bianca

Alexandre,

Bem lembrado! Há algum tempo a Superinteressante divulgou um infográfico que mostrava que se continuarmos com o padrão de consumo atual, precisaríamos de seis planetas Terra para fornecer os recursos naturais necessários! Se (para uma citação que só não é infame porque eu adoro o filme) o “Circle of life” não girar e coisas (no caso, pessoas) morrerem para outras renascerem, quantos mais seriam necessários? Ou teríamos que expandir as fronteiras intergaláticas e mandar expedições para colonizar a lua e os planetas mais viáveis (coisa de ficção científica mesmo) ou teríamos que promover políticas de extermíno… só que sem conseguir exterminar ninguém. E aí… bom, melhor encerrar o comentário antes de eu digitar uma palavra inadequada aqui.

31 07 2009
Professora Bianca

Guilherme França,

Este elemento que incomodou você não é exatamente uma crítica, mas uma imagem ou episódio. Ele é o recurso principal de Saramago para mostrar a importância da morte na nossa vida (isso ficou quase barroco :P).

31 07 2009
Professora Bianca

Marcela,

Muito bem lembrando: o governo do país fictício também é posto na berlinda, de certa forma, em virtude do impedimento da sucessão real. De certa forma porque, aparentemente, é uma monarquia parlamentarista e quem realmente governa é o primeiro ministro.

31 07 2009
Laudenor Neto

Creio que (como já foi citado pela grande maioria) um dos setores que fora mais afetado com essa “greve” teria sido a Igreja, pois com a “greve da morte”, as pessoas não iriam mais ter em o que acreditar, pois não havendo morte, não iria haver ressureição, nem, consequentemente a vida eterna. Por esse motivo, a Igreja entra em colapso, pois o principal motiva que motivava a fé dos fiéis estaria “acabado”. Outro setor que foi bastante abalado (embora na minha opinião não tanto quanto o já citado acima) foi o das funerárias, com as pessoas deixando de morrer as funerárias entram em colapso, pois elas (pelo estranho que isso soe) “vivem” com a morte das pessoas: sem mortes, sem caixões, sem caixões, sem lucros para as funerárias.

Acho que a crítica posta a sociedade, é que, mesmo algo tão triste e ruim como a morte, as pessoas precisam passar a aceitá-la, pois até mesmo a morte é necessária para o equilíbrio da sociedade em que vivemos.

31 07 2009
Professora Bianca

Marina Pedrosa,

Tá tudo ok, flor!!

31 07 2009
Professora Bianca

Raphaela,

Eita, não foi só eu que fiz alusão ao “Circle of life” por aqui! KKKKKKKKKK

31 07 2009
josecarlosmello

1.Primeiramente as funerárias que nunca haviam sofrido com falta de serviço, os hospitais também foram bastantes agredidos, com doentes, pessoas que sofreram acidente
e ficaram sem menos condição de vida, a morte não as levou, a Igreja que teve de tentar explicar os fatos ocorridos perante os acontecimentos.
2.Primeiramente no fato da morte não se aprofundar no porquê não gostavam dela, e pelo fato de manter pessoas sem menor condições de viver, e pelas suas atitudes radicais.

31 07 2009
Rafael Falcão Aguiar

O setor mais afetado é sem dúvida nenhuma a igreja. Devido a “greve da morte”, a igreja perde o papel importante de divulgação da vida eterna ao lado de um ser supremo, após o falecimento da pessoa.O ser sofreria um julgamento, no qual residiria no local onde essa pessoa iria após “bater as botas”. Com isso, ocorreu uma certa desvalorização dela. No entanto, houve outros setores sociais que sairam prejudicados após a greve da morte, como: funerárias e hospitais.
A crítica a sociedade que mais me incomodou, foram os problemas sofridos pelas pessoas com a “greve da morte”.Sem ela, homens e mulheres sentiam dores dolorosas após acidentes. Todos passaram a viver eternamente.Os velhos mesmo tendo doenças prejudicias a todos, continuavam vivos.

31 07 2009
Professora Bianca

Catarina,

Uma coisa é uma pessoa que pede ajuda para morrer e outra a decisão vir de fora, não é?
Falando em pedir ajuda para morrer, acho que vocês devem ter visto ontem, em noticiário, a referência a uma mulher inglesa, vítima de uma doença degenerativa, que moveu uma ação para que o seu suicídio assistido, que ocorrerá na Suíça (onde a eutanásia não é crime) não seja julgado como assassinato. Ela vai viajar para a Suíça com o marido e não quer que ele seja julgado pela sua decisão. Tema muito parecido com o do filme Mar adentro.

31 07 2009
Professora Bianca

Tiago Moraes,

Não é exatamente uma crítica, mas sim a reflexão principal do livro: a importância da morte.

Há alguma passagem do livro que incomodou você, particularmente? Qual?

31 07 2009
brunomda

Vários setores sociais foram prejudicados de diversas formas e intensidades, dos quais: igrejas, funerárias, seguradoras, asilos e hospitais. A igreja não podia mais continuar com a pregação do renascimento e da ressurreição transformando-se em um verdadeiro caos, pois, as pessoas passariam a questionar e se opor aos ensinamentos religiosos. Já as funerárias não teriam mais como receber pelo seu serviço já que ele não seria mais necessário. As empresas de seguros de vida teriam de converter todos os seus planos em um único para vida eterna e os asilos teriam de cuidar de seus residentes para todo o sempre.

A critica que mais me chamou atenção foi a de que as pessoas vivem temendo a morte e quando ela age só o que se houve são reclamações devido a preparativos como funerais e o fato emocional de ter perdido um familiar . Porém quando a morte resolve não realizar seu “trabalho”, que é de fato essencial para a vida, as pessoas percebem que ela é necessária para toda a sociedade em todas as instâncias.

Bruno Menezes de Albuquerque 1º F

31 07 2009
Professora Bianca

Artur Dubeux,

Faço ao seu post as mesmas considerações feitas ao de Tiago Moraes e o mesmo questionamento: há alguma passagem do livro que incomodou você, particularmente? Qual?

31 07 2009
Maria Eduarda Marques

Eu acho que os setores mais afetados foram as igrejas e as funerárias. As igrejas porque sem mortes não poderiam pregar aos fiéis sobre a vida após a morte se a mesma não existe mais, e as funerárias porque sem mortos elas com certeza iriam desaparecer.

E o que me encomodou incomodou foi a falta morte, que para mim faz parte do ciclo de vida e é necessária. O sofrimento das pessoas que já não tinham condições de viver, precisavam descansar, fora a preocupação que levavam aos seus familiares.

Maria Eduarda Marques 1° A

31 07 2009
Professora Bianca

Cassandra,

Dirijo a você as mesmas palavras que a Tiago e Artur: que elemento da obra foi mais incômodo?

31 07 2009
Gabriela Calabria Lima de Sousa

1 – Vários setores sociais foram atingidos, mas como já foi dito várias vezes aqui, na minha opinião o mais afetado foi a Igreja. Sem morte, não há ressurreição, não há a vida eterna, não existe os princípios com os quais a Igreja monta seus alicerces. Fora a Igreja, há aqueles em que foram afetados financeiramente e politicamente, como o Governo e as funerárias, etc.
2 – Na minha opinião:
De como as pessoas nesse mundo querem ganhar dinheiro ao custo de qualquer situação, mesmo a mais inusitada ou bizarra, ou sofrida. Bolaram formas para ganhar dinheiro com a falta de morte. Me incomodou e me incomoda na verdade, eu sei que o nosso mundo é assim, Saramago só fez colocar essas atitudes numa situação completamente diferente.

31 07 2009
Professora Bianca

Osvaldo,

Eu discordo que esta seja a opinião de Saramago sobre os idosos, como já afirmei em outros posts – mas isto não invalida a opinião de quem pensa o contrário, que fique claro.

Quanto às companhias de seguro de vida, o problema não é que a família vai ficar sem os bens do falecido. O problema é que não existe mais falecido! Qual o propósito de garantir à família um montante que a ajude após a morte do segurado se ninguém mais vai morrer?

O mais interessante é que, como já mencionaram muitos de seus colegas, para evitar as perdas financeiras, se faz de tudo. E lá foram as companhias de seguro diversificar seus planos, para poderem continuar existindo, só que agora lucrando com a incapacidade de se morrer.

31 07 2009
Bruna Raphaela 1D

Logo que comecei a ler o livro e a morte resolve parar de matar,parei e pensei: “como é que vão ficar os idosos que já estão muitos debilitados por causa da idade avançada,e que não possuem expectativa de vida?”

Por isso pra mim a crítica que o livro faz ao modo como tratamos nossos idosos no dia-a-dia foi a que mais me deixou inqueta; pois é triste a realidade que essa geração mais experiente enfrenta, já que em sua maioria sofrem com o desrespeito da sociedade que não os vê como algo importante e apenas esperam que a morte os leve!E foi com isso que o livro me levou a refletir,como é que nossos idosos não possuem expectativas de vida? Logo eles que ao possuerem tanta experiencia deveriam saber aproveitar melhor que ninguem as coisas da vida!

31 07 2009
eduardo110

Os setores mais prejudicados com a “greve” da morte foram a igreja e as funerarias funerárias, pois as igrejas não teriam mas como haver salvação e nas funerarias funerárias as vendas e planos de seguros cairiam muito.
Para mim o que mais me encomodou incomodou foi o fato das pessoas ficarem nos estados mais difíceis como: uma perna quebrada e outros fatos, sendo assim chegamos ao ponto de notar que uma hora ou outra nos nós temos de nos encontrar com a morte para seguir o que uns chamam de destino.

Eduardo Arcoverde – 1º F

31 07 2009
Catarina Lustosa

1.Sem dúvidas, o que foi mais afetado foi à igreja, pois sem a morte a igreja perde totalmente o seu objetivo de pregar seus ensinamentos pós morte, e já que ninguém morre, não há porque eles continuarem pregando. Levando em consideração também, que a morte faz parte do ciclo da vida, que sem um, não existe o outro, onde muitos outros setores foram prejudicados por essa “greve”, como as funerárias, os seguros de vida…
2.Saramago primeiramente expõe uma crítica dirigida para a nossa vontade de querer viver pra sempre, e a partir daí surgem às conseqüências que o livro nos leva a refletir, se realmente é a melhor medida a ser tomada.

Catarina Lustosa 1ª A

31 07 2009
livia furtado

Na minha opinião os setores mais afetados são claramente a Igreja e os hospitais, sem falar nas funerárias e cemitérios. Esse livro nos leva a pensar, o que seria da Igreja caso não existisse a morte? Na história os religiosos passam a se sentir contrariados, com o fato de não poderem mais pregar a ressurreição, a vida após a morte, para onde vamos depois da mesma, isso só sugere que Deus talvez não exista. E quanto aos hospitais… esses foram transformados em verdadeiros cemitérios de gente viva, que não passou dessa para a melhor e nem se curou, entrando em super lotação, sobre as funerárias não é preciso nem comentar, não existia ninguém mais para ficar com os caixões.

A critica que mais foi observada por mim, foi sobre a corrupção, e o modo como os homens se aproveitam de tudo, até mesmo da falta da morte, como já foi dito anteriormente por matheus, o contrabando de corpos foi um dos fatores decorrentes disso.. ou seja, em qualquer situação, sempre vai ter alguém se aproveitando.

livia furtado do 1º ano A

31 07 2009
alicesoutomaior

Em minha opinião o setor mais afetado foi a Igreja e os hospitais. A Igreja pelo fato dela não ter mais argumentos a respeito da vida após a morte, pois não havia mais a morte e também por ser baseada na ressurreição de Cristo. Já os hospitais pelo fato de ficarem completamente lotados e não ter capacidade de atender as necessidades da população doente. Também não podemos deixar de citar as funerárias e as empresas de seguro de vida, que sem morte não funcionavam e assim não obtinham lucro.
O que bastante me impressionou e incomodou no livro foi o fato da imortalidade, uma coisa tão desejada pelas pessoas, acabar gerando grandes prejuízos, fazendo as pessoas perceberem que isso não é tão bom quanto elas pensavam e sim uma coisa muito desagradável.
Alice Souto Maior, 1º C

31 07 2009
danielsal

Em “As Intermitências da Morte” todos os setores da sociedade foram criticados por Saramago, cada um deles mostrando uma forte dependência de algo que normalmente se procura olhar à distância: a morte. Quando a morte deixou de exercer sua função, todos praticamente entraram em uma situação de caos. Ninguém nunca havia pensado em tal situação e como enfrentá-la. Isso também me pegou de surpresa, eu que sempre olhei a morte com um temor natural, mesmo à distância. Foi uma coisa que me incomodou bastante: se o que aconteceu no livro acontecesse de verdade, eu iria ficar com saudades da morte?

Daniel Lima 1ºC

31 07 2009
leandroperrelli

1- Para mim, o setor mais criticado por Saramago devido à “greve” da morte foi a igreja. Ele usou como argumento de que sem a morte a igreja não seria nada, pois não haveria mais razão mostrar o caminho da vida eterna no reino de Deus se ninguém morresse.
2- A crítica que mais me incomodou foi a de que os seres humanos tem têm a incapacidade de perceber que algumas coisas, ditas como más, são, na verdade, essenciais para uma existência sem caos. E nesse caso, foi a morte, criticada por levar a vida das pessoas, ao invés de ser agradecida por evitar uma catástrofe.

Leandro Perrelli 1ªD

31 07 2009
jmaurob

Igrejas por não haver mais mortos, ou seja, sem ressurreição; hospitais pelas situações dos pacientes que nem morrem e nem se curam, assim ficando em sitações estáveis; funerais da cidade que não tem mais caixões de mortos, além do estado que não consegue se manter com essa grande onda de população que só cresce.
Acho que ele Saramago queria criticar a eternidade quando escreveu o livro, pois certamente muitas pessoas sonham com ela, entretanto lendo o livro percebe-se que a vida e morte fazem parte do equilíbrio de uma sociedade.

José Mauro 1° D

31 07 2009
Fabiana Veloso

Eu acho que o lugar que ficou crítico foi os asílos foram os asilos, pois, com a ausência da morte, houve um superlotamento uma superlotação causando, fazendo com que um lugar que deveria ser aconchegante próprio aconchegante, próprio para uma vida ficou vida, ficou inabitável com o imenso número de pessoas.
E a ideia que ele quer passar para a gente é que todos nós precisamos morrer, que muitas pessoas cobiçam a vida eterna, porém não pensa pensam no prejuízo que isso irá causar. Então é isso para que as pessoas aceitem e vejam que isso é o certo viver, crescer e MORRER.

Fabiana Veloso 1° F

31 07 2009
Bruna Queiroz

I – A Igreja, setor que teve sua verdade proveniente de tanto tempo posta em questionamento, foi, sem dúvida, a mais afetada. Com a ausência da morte, tudo o que foi pregado pela Igreja, desde o início, passa a ser contrariado e questionado. Como pode haver a famosa ressurreição, se nem morte mais havia? Como poderia, então, a partir dali, haver alguma crença em Deus? Além disso, há ainda aquela velha questão de que tudo o que temos demais e por muito tempo, perde seu valor. É o que acontece no livro em relação a vida, nosso mais valioso presente de Deus, que acaba sendo desvalorizado. A partir daquele 31 de dezembro, não há mais sentido em curtir a vida e nem em aproveitar cada momento como se fosse o último, porque sabe-se que não haverá um último momento. Todos os tipos de diversão ou qualquer tipo de ensinamento perderiam seu valor, pois todos daquela cidade teriam tempo para aprender sobre tudo o que existe. E, por fim, Deus, que tanto exaltamos, não nos daria mais tanto motivo para tal exaltação, pois, a imortalidade, sua principal característica julgada única, agora pertencia também a meros cidadãos.

II – A partir da leitura desse livro, fiquei um pouco incomodada principalmente com duas questões. Ao mostrar as consequências da greve da morte, o autor nos mostra que nem tudo que parece perfeito realmente é. Nesse caso, podemos perceber que o que para nós deveria ser a melhor coisa do mundo (a imortalidade), poderia nos trazer consequências ainda piores do que a própria morte. Portanto, o livro deixa perceptível que a morte, apesar de ser um problema, é necessária a qualquer um de nós. Me incomodou perceber que algo tão triste é ao mesmo tempo uma coisa tão necessária.
Além disso, fiquei um pouco incomodada com a crítica de Saramago em relação ao egocentrismo humano. Pois, ao mostrar a grande preocupação dos mais prejudicados em relação ao seu prejuízo, o autor mostra que eles pensavam primeiro nisso, sem perceber as consequências mais graves que a greve da morte poderia trazer.

31 07 2009
Danyel Santiago L. Souto

.Danyel Santiago 1º F
Creio que todos os setores da sociedade foram afetados ou pelo menos ficaram chocados com o acontecimento, mas os mais “mastigados” por Saramago foram: a igreja, as casas funerárias, os hospitais…, pois foram os que apareceram com mais frequência no livro.
Em relação as críticas nenhuma me chamou a atenção por completo

31 07 2009
ulisses batista de oliveira salzano ferraz

na Na minha visão, o setor mais afetado foi a Igreja, pois sem a morte o que a Igreja iria passar para as pessoas, o lado espiritual iria ficar comprometido, um outro setor prejudicado seria o da funerária, pois não iria vender caixões.

31 07 2009
Felipe Macedo de Morais Pinto

Saramago tenta demonstrar que a sociedade inteira entraria em colapso sem a morte, mas definitivamente o setor mais criticado foi a Igreja, e sua crítica, até meio irônica, tem um fundamento: a Igreja, que prega vida eterna, que tem milhões e milhões de fiéis obedientes simplesmente pelo medo do que vem depois da morte, desejando uma vida eterna feliz, não um eterno inferno na terra, depende dela para conseguir cegos seguidores, entrando em colapso de uma forma muito mais dura do que todos os outros.
Uma crítica que me incomodou bastante foi que a sociedade seria incapaz de compreender os casos dos pobres coitados que não podem mais sofrer, assim pedindo ajuda de seus entes queridos para lhe dar o descanso, taxando todos de assassinos a sangue frio, sendo a repulsa tão grande que abre espaço para uma máfia ser criada, colocando em descrédito as pessoas que tiveram a misericórdia de tirar alguém que ama do sofrimento.

31 07 2009
Daniel Campos

“A crítica que me pareceu ser relevante foi Saramago demonstrar que embora a morte seja algo muito temido por todas as pessoas, ela torna-se necessária para qualquer sociedade.” Realmente confundi um pouco os termos 😀

Mas só pra complementar então: A crítica que mais me incomodou ou me pareceu mais relevante nesta obra foi Saramago trazer de maneira bem clara a natureza humana de sempre buscar uma maneira de tirar vantagem de qualquer situação.

31 07 2009
karllakarimyrodriguesdesouza

Bom todos os setores foram muito abalados com a “greve”. Ao longo do livro os leitores podem observar que surgem muitas complicações, devido a falta de morte.
Alguns exemplos disso são: Chega uma hora em que o estado Estado não consegue mais atender a todos os nessecitados (que nem morrem, nem melhoram) nos seu hospitais, com isso os hospitais sofrem uma super lotação. A Igreja também acaba sofrendo com isso, pois o que elas pregavam foi contrariado por meio dessa “greve”. E o comércio também foi muito abalado com isso, um exemplo foi que a venda de caixões diminuio diminuiu, e alguns comerciantes começaram a reclamar.
A critica crítica que mais me incomodou foi o simples fato de que os seres humanos querem sempre sair ganhando as custas dos outros. Que mesmo em um momento de caos, o importante pra a sociedade é o dinheiro. Saramago mostra bem isso no livro, ele mostra como o mundo é feito de interesses e ganância. No livro podemos observar que pessoas passaram a vender bandeiras do país, passa a existir o contrabando de corpos para a fronteira do país vizinho, em busca da morte. Tudo isso por causa do dinheiro.

Karlla Karimy 1 E

31 07 2009
Danilo Galindo

1. As camadas sociais que foram mais afetadas obviamente foram as que “lucravam” com a morte, ou com o pensamento sobre a morte. Seguros, funerárias, hospitais, tiveram seu lado economico econômico abalado. As religiões e suas igrejas, que sempre pregaram desde o renascimento até vida eterna, perderam o sentido, e correram serio risco.

2. Pra mim, a crítica do livro que mais me tocou foi o fato de abordar um sonho do humano, que é a imortalidade. Percebi que a morte é necessária, tanto para o que vai como para quem fica. Uma coisa que eu achei interessante é que Saramago, ao publicar o livro já beirava seus 90 anos, sabendo que a morte já está estava por perto.

31 07 2009
Edise Freire

Ao meu ver, entre funerárias, Igreja e hospitais, o setor mais prejudicado foi a Igreja. Sem a morte como pregaria o renascimento, o juízo final? Os seus princípios e valores passaram a ser contraditórios, já que a morte entrou em ”greve”. Saramago em sua obra, tenta fazer com que a vida, como a morte, sejam valorizadas passando a ideia que ambos são de extrema importância na vida do homem.

A crítica presente no livro, que me incomodou, porém não me assustou, foi o quão a sociedade é egoísta, interesseira e ambiciosa. Que por meio de tantos transtornos, buscam se aproveitar de tudo independentemente do que for preciso fazer.

Edise Freire, 1° C.

31 07 2009
marcela carvalheira

O setor mais afetado com a paralisação da morte foi sem dúvidas a Igreja, que sofreu uma ‘contradição’… a partir do momento que a morte parou de existir a Igreja não teve mais o que pregar, mais do que isso, tudo o que a Igreja já havia pregado e vinha pregando, passou a não ter mais sentido algum, acabando com tudo. Outros setores que também sofreram bastante foram o das funerárias e dos hospitais, que não tinham para onde enviar os doentes mais graves, que não morriam e permaneciam ali implorando por ajuda.
Quanto as críticas, os comentários feitos pelos alunos já resumem tudo… é basicamente o fato do homem se aproveitar de tudo, até nos piores momentos, em que ninguém sabia o que fazer, as pessoas começaram a contrabandiar corpos e tudo em troca de que? de dinheiro, claro!

1º A

31 07 2009
Natália Kelsch

Na minha opinião, que se assemelha a opinião de várias pessoas, o setor social que mais foi prejudicado, com a repentina greve da morte, foi a Igreja, porém também me sinto na necessidade de falar sobre as funerárias. Com a greve da morte, as Igrejas não poderiam/precisariam mais fazer sua “propaganda”, perderam sua função social e consequentemente entraram em colapso total. As funenárias também se saíram bastante prejudicadas, pois fica claro que sem defuntos não há necessidade de preparativos de enterro, comércio de caixões ou até mesmo cemitérios em funcionamento. A mensagem principal que o livro passou para mim concerteza foi – concondardo com você, Bianca – Carpe Diem. Para mim, a mensagem que Saramago passou foi essa, aproveitar cada segundo da vida como se fosse o último, pois nunca se sabe quando tem de acabar. Também me chamou atenção o caos causado em geral, na sociedade, quando a morte derrepente resolve parar de matar, abandonar sua função, pois até então morrer era a coisa mais indesejada por alguém.

Natália Kelsch, 1°A

31 07 2009
Guilherme França

Acho que interpretei errado Bianca:

A crítica que mais me incomodou foi a do desejo das pessoas de não morrerem, de levar a morte como uma coisa ruim, trágica, que poderia ser evitada, etc. No momento em que a morte não mais faz parte da vida das pessoas todos ficam felizes, sem se preocupar com o futuro. Depois as pessoas estavam implorando pela volta da morte, já que não conseguem viver mais com a dor e o sofrimento das pessoas que não conseguiam morrer.
1 º A

31 07 2009
thiagohollanda

1 – Qual dos vários setores sociais que foram postos em berlinda com a “greve” da morte foi criticado mais duramente por Saramago? Justifiquem!
A Igreja, que não aceitava a inexistência da morte o que impediria a divulgação pela mesma da ressurreição de Cristo, prejudicando assim o domínio religioso e financeiro sobre os fiéis.
2 – Qual crítica à sociedade e ao ser humano feita pelo livro mais incomodou você? Por quê?
O “descarte” dos idosos, as famílias entregavam seus parentes idosos nos asilos, ao invés de valorizar as experiências de cada um como parte da família. Isso me incomodou porque entendo que a essas pessoas devemos dar o máximo de atenção ao invés de excluí-las do convívio familiar.

31 07 2009
TerezaCalabria

Eu acho que o setor mais criticado foi a igreja, pois como iriam continuar sem a morte, pois pregam a vida pós a morte, um lugar melhor: o paraíso. Mas sem a morte não a lugar melhor. Com essa greve a igreja fica sem reação.
Como já foi citado a cima acima, um critica crítica que Saramago faz a sociedade, é a vontade que sempre tivemos de ser eternos, de sermos imortais e ele vai nos mostrar que ao invés de ficar pensando nisso uma coisa que não vai ser boa para nós mesmos, como ele mostra ao longo do livro. ele Ele quer nos dar uma lição para aproveitarmos mais a vida e parar de se preocupar quando vai acabar, pois se ficarmos nos preocupando com isso não sobra tempo para as coisas boas.

31 07 2009
Paulo Lima

Diante da felicidade de vida eterna Saramago põe em confronto a alegria do povo com as preocupações politico-religiosas. A Igreja controladora do poder das ideologias dominantes, se vê em desespero, uma vez que, sem a morte, não há como provar a viga mestra de sua fundamentação: a ressurreição; ou melhor, sem “o medo” da morte.Assim sendo, ela desapareceria. Do outro lado, o governo tendo seus problemas multiplicados diante do caos social criado a partir do aumento da população e das obrigações que ele teria para com os velhos. Mostra de maneira “dolorosa” como a sociedade encara a sua responsabilidade para com os velhos. Na realidade Saramago nos leva a pensar que – sem a morte não há vida.

Paulo Fernando 1º D

15 09 2009
Professora Bianca

Marcos Barros, Victoria Arruda, Victor Marquim, Ricardo, Melyna, Lucas Vasconcelos, Catarina Farias, José Arthur, Danilo, Pedro, Laura, José Carlos, Rafael Falcão, Bruno Menezes, Maria Eduarda Marques, Catarina Lustosa Leandro, José Mauro, Danyel, Daniel Campos, Ulisses, Alice

Os comentários e vocês não acrescentaram novas análises às nossas discussões.

15 09 2009
Professora Bianca

Arthur Amorim,

Em nenhum momento Saramago afirma que os idosos são inúteis. Ele mesmo, pra lá dos oitenta é um idoso de vida muito ativa. A questão é que a imortalidade não é uma juventude eterna e Saramago reflete que se continuamos perpetuamente a envelhecer sem morrer, chegará um momento em que o corpo estará tão decrépito que não será mais possível a pessoa ter uma vida independente. E isso vai se prorrogar indefinidamente, o que significa atar ao perpétuo cuidado dos idosos aqueles que têm forças para tanto.

O restante de suas análises não acrescentaram ideias relevantes às discussões do tópico.

15 09 2009
Professora Bianca

Guilherme,

Será que realmente podemos atribuir ao fato de Saramago ser ateu as ideias dele sobre a morte? Não me parece coerente, já que ele não questionou a existência do espírito, da alma. Há, sim, a crítica à Igreja como instituição, como você mencionou, mas não vejo toda essa manipulação ideológica.

Quanto à visão dos idosos, dirijo ao seu comentário às palavras sobre esse conteúdo no post de Arthur.

15 09 2009
Professora Bianca

Mariana Martins,

Tenho que discordar de você, florzinha. Saramago não se dirige sobre o aproveitar a vida no livro – embora possamos refletir sobre isso após a leitura, já que um tema se liga ao outro.

15 09 2009
Professora Bianca

Lorraine,

A única observação sobre seu post é a questão “idosos inúteis”. Veja minhas observações ao post de Arthur.

15 09 2009
Professora Bianca

Eduardo Arcoverde,

Não entendi essa da perna quebrada! Juro!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: